Tetzner Journal – Ed 028 – Abr/15

Capa Jornal Nova

Carta ao Leitor

Investir deveria ser algo fácil, simples e acessível, certo?

Então porque tanta discussão e complicações sobre algo tão básico:  poupar agora para usufruir num determinado momento futuro.

Se eu disser que investi todo o meu dinheiro na caderneta de poupança, muitos irão dizer que não fiz um bom investimento e que existem outras opções melhores, como os FIIs.

Outros poderiam argumentar em favor da aquisição de Ações de boas empresas com lucros crescentes ou ainda Tesouro Direto, Dólar, … enfim, a cada novo interlocutor, uma nova alternativa de investimento.

E agora, o que fazer?

Muito bem a verdade é que não existe esse negócio de “O Melhor Investimento”, isso foi criado pela mídia para vender revista anual, aquelas que trazem os rankings dos melhores do Ano, como se isso fosse garantia de repetição no ano seguinte.

O que existe é o investimento mais adequado, para um determinado tipo de investidor, com desejos e anseios particulares e em um certo momento de tempo ou fase da vida.

Se for um aposentado que já possui um bom montante acumulado, a simples proteção e renda garantida já proverá o conforto desejado; alguém que esteja começando a acumular capital e o fará por décadas ainda, tem necessidades completamente diferentes.

O melhor investimento vai ser diferente de um para o outro e, mesmo que ambos decidam eventualmente pelo mesmo, ainda deve-se levar em consideração a proporção no total e a situação particular de cada um deles.

Pense num aposentado, com patrimônio constituído, imóveis físicos de aluguel, recursos financeiros disponíveis para investimento e uma bela aposentadoria por tempo de serviço; compare com um recém formado, morando de aluguel, vivendo do seu salário e com capacidade limitada de poupança.

Ambos podem ter o mesmo investimento, mas com objetivos e expectativas diferentes, o que torna o melhor investimento de um diferente do outro.

Então, muito mais relevante do que descobrir o melhor investimento é conhecer o público alvo dele; saber de seu objetivo, sua expectativa e afinidade com o mesmo.

Agora imagine que ambos decidiram investir nos FIIs, alocar 100% de seu patrimônio nessa classe de ativos tão comentada em nosso blog; a distribuição desse capital pelas dezenas de oportunidades listadas para ambos os investidores vai ser igual?

Pela lógica não, entendo que um terá uma preocupação maior com a preservação da remuneração e outro com a evolução da rentabilidade de seu capital.

Por mais que tentemos simplificar, acabamos sempre nos deparando com decisões a serem tomadas para que os próximos passos sejam dados, os quais impactam diretamente no resultado obtido.

Isso sem considerar possíveis variações de estratégia, como realocações ou ajustes, gestão ativa de portfólio e eventos imprevistos no meio do longo caminho a percorrer.

Mudanças ocasionadas por nossas necessidades, por alterações de regras, por intangíveis e aspectos macro econômicos.

Talvez todo esse volume de informações necessárias em uma decisão de investimento justifique o fato de a caderneta de poupança ser opção da esmagadora maioria da população brasileira; torna-se uma decisão inconsciente, feita sem pensar muito.

Mas aqui nós queremos justamente o oposto, queremos fazer você pensar, estudar, se mexer e encontrar o melhor investimento para você!

Por isso nossos amigos e colaboradores produzem constantemente artigos que o levarão à reflexão, irão auxiliá-lo no processo de decisão e agregarão conhecimento e cultura.

Vitor Shimada nos brindou com seus TOP 10 FIIs, neste artigo:

“Existe algum FII que não pode faltar na carteira?
Eu costumava achar que sim. Assim como no futebol existe Pelé e Maradona, no basquete existe Michael Jordan e Magic Johnson, na culinária existe churrasco (desculpas aos vegetarianos aqui) e chocolate, era de se imaginar que existisse fundos que seriam presença garantida na maioria das carteiras (assim como ninguém dispensaria esses craques pelo menos entre os 10 melhores).
A minha ideia era de que havia fundos que eu simplesmente TINHA que ter na carteira.
Mas será mesmo que existe algum fundo imprescindível?”

Nosso fiel companheiro Eduardo Cintra expõe as operações do FII Maxi Renda, permitindo ao cotista e aos curiosos investidores acompanhar o que o gestor tem feito com o patrimônio, suas decisões de investimento e mostrando para onde foram direcionados recursos nesse momento do mercado: o que foi comprado e o que foi vendido, quais a aquisições mais relevantes do período!

Nosso companheiro de sempre Trix mostra como o dividendo, a renda ajuda a combater a corrosão da inflação, em seu artigo:

“Lembra quando produtos de uso diário eram muito mais baratos do que eles estão agora?
Isso é um exemplo real de inflação, um fenômeno inevitável que corrói o valor do dinheiro, empurrando os preços para cima ao longo do tempo. Se o capital não está sendo colocado para trabalhar e fazer um retorno durante períodos inflacionários, o poder de compra do capital investido está em declínio.”

E para fecharmos a edição com chave de ouro, vamos à guerra, vamos ao limite e com todas as tropas para o artigo do nosso General Investidor:

“Por que quero ficar All-in em Fundos Imobiliários?
Primeiramente All-in é um termo derivado do jogo de cartas pôquer, onde um jogador que tem muita convicção do que está fazendo aposta todas as suas fichas na sua jogada, se ele acertar leva tudo e errando perde tudo e terá que começar do zero.”

Aprecie com moderação e não deixe de prestigiar mais esta edição do nosso jornal mensal 🙂

 

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mini_Tetzner Tetzner

Nesta Edição:

  • Carta ao Leitor…2
  • Calendário…10
  • A Carteira do IFIX…12
  • Fatos que marcaram o Mês…17
  • Artigos
    • Existe algum FII que não pode faltar na carteira? – Vitor Shimada Hernandes *…78
    • A Evolução da Carteira do MXRF11 – Eduardo Cintra *…84
    • Como dividendos podem proteger contra a inflação – Dagoberto Corrarello *…91
    • Por que quero ficar All-in em Fundos Imobiliários? – General Investidor *…96

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