Suas finanças estão mal? Veja se comete um desses 10 erros

A cada virada de ano, uma resolução que aparece na lista de muita gente é: arrumar as contas e começar a poupar. Mas será que boa vontade é o suficiente para fazer um bom planejamento financeiro?

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16 comentários sobre “Suas finanças estão mal? Veja se comete um desses 10 erros

  1. Segundo o planejador financeiro Fernando Marconde, quase 100% dos investidores não fazem corretamente seu planejamento e, por isso, perdem dinheiro. Segundo ele, é essencial garantir que, no médio e longo prazo, o investidor sempre tenha um ganho considerável acima da inflação para manter seu padrão de vida.

    Veja os dez principais erros do planejamento financeiro, segundo o especialista:

    1) Não ter disciplina para construir o patrimônio

    Para construir um patrimônio é preciso seguir esses pontos:

    • Criar o hábito de pensar no longo prazo
    • Gastar menos do que se ganha
    • Poupar sempre
    • Planejar considerando que o pior pode acontecer

    “Poupar é adiar um prazer, guardar hoje, quando posso gerar receita, para usar amanhã, quando posso precisar e não poderei criar essa receita”, diz.

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    • 2) Achar que patrimônio é só investimento ou imóvel

      Formar um patrimônio não é apenas juntar dinheiro ou comprar imóveis, diz Marcondes. É preciso também pensar em como conseguir dinheiro após parar de trabalhar (ter um plano para a aposentadoria), fazer seguros para proteger o que já conquistou, planejar a sucessão do patrimônio para os herdeiros e até mesmo a eventual participação em empresas.

      E mais: “Uma pessoa que tenha 70% de sua renda oriunda de imóveis pode achar que está garantida, mas se os imóveis ficarem sem inquilino, o que era renda passa a ser despesa”, diz.

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    • 3) Perder o poder de compra sem perceber

      Para manter o mesmo padrão de vida no futuro (chamado de poder de compra), é preciso que o patrimônio renda acima da inflação. E não só da inflação oficial, divulgada mensalmente. O segredo, segundo Marcondes, é render acima da inflação pessoal, dos custos que cada família tem –como plano de saúde, escola dos filhos, compras no mercado, aluguel etc..

      Outro erro, diz ele, é considerar só a rentabilidade bruta. É preciso considerar o desconto dos impostos cobrados.

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    • 4) Planejar pensando só no curto prazo

      Se fizer um planejamento de curto prazo (pensando apenas em não correr riscos, ter resgates previsíveis e sem oscilações), poderá não conseguir uma remuneração suficiente para garantir seu poder de compra no longo prazo.

      Para isso, Marcondes recomenda investir uma parte do dinheiro com foco no longo prazo, escolhendo também aplicações que têm um risco maior, mas que podem dar um retorno mais alto, como ações.

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    • 5) Não diversificar os investimentos

      Marcondes diz que um erro comum é o investidor acreditar que está protegido por ter vários investimentos diferentes em renda fixa, como títulos do Tesouro e CDBs, por exemplo. Na verdade, segundo ele, essa pessoa está exposta a uma única classe de risco: a da renda fixa.

      Outros acreditam estar seguros por terem imóveis. Outros, por terem várias ações. O correto é seguir a máxima “não coloque todos os ovos em uma só cesta”, pois se um tipo de aplicação vai mal, a outra pode ir bem e, assim, garantir a rentabilidade.

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    • 6) Basear as decisões só na emoção

      Um dos erros mais comuns é entrar em um investimento porque é moda ou porque “todo mundo está investindo”, sem saber se ele é adequado ao seu perfil. Segundo Marcondes, buscar o que se considera a melhor aplicação do mês ou do ano pode induzir a pessoa a entrar ou sair de investimentos na hora errada, sem aguardar o tempo necessário para que a aplicação renda o esperado.

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    • 7) Não ter reserva de emergência

      Para Marcondes, uma pessoa pode ter patrimônio e ainda assim passar por dificuldades financeiras por falta de liquidez (dificuldade de resgatar o dinheiro). Por exemplo, tem um carro ou uma casa e precisa de dinheiro rápido, mas levará um tempo até conseguir vender esses bens e receber o valor.

      Por isso, ele recomenda manter uma parte dos recursos em investimentos fáceis de resgatar e de baixo risco para uma emergência. Alguns exemplos são poupança, Tesouro Selic, fundos de renda fixa e CDB.

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    • 8) Não planejar a aposentadoria

      O planejamento correto da aposentadoria garante que a pessoa possa construir uma base financeira sólida para o futuro e que consiga se sustentar lá na frente com a renda dos recursos que acumulou enquanto trabalhava.

      Um dos erros nesse planejamento é achar que basta ter um fundo de previdência, diz Marcondes. “Um fundo é só um dos meios de construir seu plano de aposentadoria”, diz.

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    • 9) Não procurar ajuda

      Quando a pessoa tem uma doença, ela procura um médico. Quando tem um problema na justiça, procura um advogado. Da mesma maneira, quando quiser saber qual é a melhor maneira de gerenciar seu patrimônio e recursos, é preciso procurar um especialista, diz Marcondes.

      Não basta qualquer especialista, segundo ele. O melhor é procurar um profissional que seja remunerado pelo seu serviço de planejamento e não ganhe comissão sobre os produtos que vende. “Isso pode gerar um conflito de interesses”, diz.

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    • 10) Ser otimista demais

      Para fazer um planejamento eficiente, é preciso levar em conta que coisas ruins podem acontecer –por exemplo, perder o emprego, ficar doente ou perder um membro da família. É preciso também pensar nas coisas boas, como a possibilidade de comprar algo bom e barato ou de abrir um negócio.

      Sophia Camargo e Robinson Trovó

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      • Belíssimo texto, mas temos que levar em conta que praticamente 70% de toda a população brasileira não consegue poupar nada, dos que investem a maioria o faz sem critério e visando um horizonte de curto prazo, sem contar outros fatores que vão do analfabetismo financeiro aos impostos e altas taxas de administração que desestimulam o pequeno investidor, sem contar o culto ao consumismo exacerbado.

        Como dizia nossa ex…, Viva à Mandioca!!!

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      • Com certeza, Tetzner!

        Mas, não aconselho FII’s para os principiantes, ao contrário de muitos mantras por aí. Renda variável é para o sujeito que já tem uma retaguarda, e começa a buscar aquele plus a mais, e outra, o cara tem que ter o mínimo de conhecimento sobre o mercado financeiro, micro e macroeconomia, sem contar a disposição ao risco.

        Mas vamos em frente! Não digo que chegaremos ao nível de poupança do Japão, mas quem saiba atingir o do Chile ou mesmo dos ‘States’? Até lá, vamos caminhando…

        Abraços,

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      • Tetzner, o problema do FII para o poupador novato é ter estômago para oscilações bruscas.. Diria mais:

        O cara entrar em ações, FIIs e TD pre ou TD IPCA+ longos sem ter noção exata do grau de oscilação que aquilo pode ter num prazo muito curto…. é pedir para perder dinheiro.

        Acho que o conhecimento mais importante nem é conhecer o ativo.. É conhecer a si mesmo..

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