Fundo Imobiliário sucumbe à Crise e perde o Gestor

O BC Fund (BRCR11) foi mais um FII que não resistiu ao difícil momento econômico e sofreu a perda de seu gestor.

Antes dele tivemos a saída do ‘head’ dos fundos da Credit Suisse Hedging-Griffo (HGRE,HGLG,HGBS) e vimos o resultado que se seguiu, com expressivos aumentos na vacância e redução nas receitas, bem como nos rendimentos distribuídos.

Mas o momento aqui no principal fundo imobiliário da BTG Pacutal é mais delicado, porque o FII já se encontra em situação de fragilidade, acentuada depois da perda de seu maior inquilino: a Petrobrás.

O BRCR passa por sucessivas reduções no FFO (métrica utilizada para aferir o lucro),  resultado da crescente vacância que atinge mais de 30,9% da Área Bruta Locável, além das revisionais de aluguéis e concessão de descontos que afetam sua receita mensal.

Tal situação é bem retratada em seu próprio relatório:

“Do lado operacional, o principal desafio do fundo tem sido a comercialização das áreas vagas do portfólio. O momento de mercado tem se mostrado desafiador para novas locações, com a concorrência do novo estoque em São Paulo e poucas negociações no mercado do Rio de Janeiro, o que acaba resultando em uma menor velocidade de absorção das áreas, aumento de vacância e uma menor percepção de escassez pelos potenciais inquilinos.

Mas não foi só a cabeça que o fundo perdeu: seu patrimônio encolheu de R$ 3,2 Bilhões em ativos para R$ 2,3 Bilhões, ou seja, uma redução de 28% no tamanho do fundo.

No auge de sua existência chegou a contar com 15 participações imobiliárias em seu portfólio e atualmente possui apenas 10, com vacância presente em 9 delas: Torre Almirante, CENESP, Cargill, Flamengo Park Tower, Eldorado, Montreal, Burity, Transatlântico e recém anunciada no Brazilian Financial Center.

O FII que liderava o ranking dos maiores fundos imobiliários negociados em bolsa, teve de descer do pódio e dar espaço das primeiras colocações para os concorrentes da Kinea (gestão Itaú).

Resta-nos esperar que o desfecho dessa história não repita os mesmos passos dos fundos da Griffo, mas a saída de alguém assim que por tanto tempo cuidou do fundo, desperta no mínimo a curiosidade e demanda cautela, justamente por vir no pior momento da história desse FII.

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31 comentários sobre “Fundo Imobiliário sucumbe à Crise e perde o Gestor

  1. A Petrobras renovou o contrato de aluguel da Ventura Towers, no Centro do Rio.

    Ao todo, pagará R$ 6 milhões por mês pela locação de 55 mil metros quadrados. A extensão do acordo com a BR Properties, proprietária do imóvel, era cercada de dúvidas.

    Primeiro pelos drásticos cortes que têm sido feitos pela estatal – recentemente a companhia devolveu toda a Torre Almirante,
    também no Rio, para a norte-americana Hines. Além disso, o aluguel da Venture Towers sempre foi associado a uma nebulosa relação entre a Petrobras e o BTG Pactual, que chegou a ser investigado pela compra de ativos da estatal na África.

    O aluguel foi firmado com a BR Properties à época em que o banco tinha uma participação relevante na companhia.

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  2. Meu PM ano passado era 88, em dezembro vendi toda minha posição nele. Gestão porcaria, ainda metida em todo tipo de rolo, com alta dependência no RJ, com um preço absurdo de cota hoje em dia (mais de cem reais) quem quiser ficar com este Donkey Kong que fique e morra abraçado com ele.

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  3. Boa noite, colegas

    Sinceramente, “admiro” empresários e administradores que na época das vacas gordas exaltam suas gestões e crescimento (e ganham polpudos bônus, dependendo do caso) e na época das vacas magras eles pulam fora.

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    • Zeitona;

      Não gosto de pessoalizar a coisa neste nível, mas sou da opinião que o ex-gestor não pode ser responsabilizado unicamente pelos erros de gestão.
      Ele não atuava sozinho, havia toda uma equipe por trás dando suporte e uma alta cúpula dando “norte”.
      Me parece muito mais um caso de DNA (ruim) do grupo gestor do que culpa exclusiva de uma única pessoa.
      Portanto, pode colocar um Stuhlberger da vida no lugar que se este não detiver respaldo cultural-corporativo, de pouco isso vai adiantar em termos de resultado.
      Vide outros fundos geridos/administrados pela dita.
      Sds.

      Curtido por 1 pessoa

    • É um fundo que na avaliação vem capengando; quem sabe uma mudança não seria positiva? (Também pode ser negativa). Como mudar os resultados se nada tivesse mudado? Neste caso é um ponto de mudança, a se observar os resultados. Melhor mudar que continuar como estava.

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      • 30/05, ÀS 07:20
        BTG perde Arida, e sócios reclamam de ‘algemas’
        Geraldo Samor

        A decisão de Pérsio Arida de deixar o BTG Pactual, anunciada sexta à noite, acontece num momento em que aumentam dentro do banco a insatisfação e a tensão com os rumores sobre uma possível delação premiada de André Esteves.

        Com a saída de Arida — um dos maiores estudiosos da inflação brasileira, ex-presidente do Banco Central e um dos pais do Plano Real — o BTG perde o verniz acadêmico que ajudou a suavizar a imagem do banco desde seu IPO e um sócio que lhe emprestou credibilidade quando o banco se viu no olho do furacão.

        Ao anunciar sua partida, o BTG disse que Arida vai se dedicar a seus ‘interesses intelectuais’, e caracterizou o movimento como uma mera continuidade do que acontecera em novembro, quando Arida renunciou à presidência do conselho e deixou de ter funções executivas no banco.

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