Caldeirão do Renatão

Tema livre, espaço aberto que será coordenado pelo amigo Renato UnReal.

Os comentários aqui publicados não constituem recomendação de compra ou venda de ativos; são opiniões divulgadas para incentivar o debate. Não recomendo ou incentivo que sejam tomadas decisões sobre investimentos de qualquer tipo; nosso foco é educacional e não me responsabilizo por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes.

1.930 comentários em “Caldeirão do Renatão”

  1. Minha CARTEIRA / ALOCAÇÃO atual:

    >>> recém re-balanceada, me livrando de certos fundos logísticos, administrando os FundosDeFundos com mão de Fe, e adentrando mais em fundos de RECEBÍVEIS…

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    1. nos atuais n;iveis de proventos e desempenho da cotação, MFAI11 é o mais sério candidato à GUILHOTINA. Pelo risco associado, valeria a pena se estivesse pagando mais; muito mais. Nesse patamar “medíocre” … há outras opções com MENOS risco.

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      1. Então … eu necessito dos rendimentos para custear a maioria das minhas despesas. Não é metáfora, é necessidade real mesmo.

        O risco é em relação à VOLATILIDADE, tanto da cotação quanto do rendimento; ou seja, tanto da RENDA quanto PATRIMÔNIO.

        Depois de estar tendo a MFAI em carteira por alguns meses (a MFII já descartei faz meses … uma vez que o conceito antes inovador foi [bastante] superado pelas hctr e tgars da vida …), e acompanhando o desempenho gráfico dela frente o IPO, topo de cotação, emissões emboladas e prazo de resgate escalonados, etc e tal … estudo de um tempo atrás no meu espaço sobre os Fundos FIA do setor de construção civil … estou firmando opinião de que estou diante de um … ROLO.

        Volatilidade significativa, tanto da cotação quanto do rendimento, não me interessa muito. A não ser que … a exemplo de uma HCTR apesar do P/B alto… tenha sustentação nos ativos físicos lastreados e consenso do “sr. mercado”.

        Do jeito que a MFAI está indo … não está me interessando.

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      2. ah… faltou mencionar: eu já perdi 11% de meu patrimônio na MFAI, quer dizer, o meu PM está uns 10% acima da cotação atual. Creio que seja aqui meu… desconforto comela; meu “limite”.

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      3. Entendo, Renato! Faz sentido.
        Eu também dependo das rendas para pagar as contas e hoje os FIIs são minha principal fonte de renda. Em relação à variação das cotações, me incomodam menos, já na renda, também não gosto. Porém, de um mês para o outro, acaba que um Fundo compensa o outro (nesse mês BCRI compensou MFII e MFAI por ex.) Vejo bastante volatilidade de renda nos próximos meses para os FIIs de papel…isso não te incomoda? vejo que tem bastante deles na carteira.
        A minha estratégia é usar 80% da renda e reinvestir 20%, tendo fundos de maior DY. Após 12 anos investindo em FIIs, percebi que no momento é mais vantajoso FIIs de maior renda com reinvestimento maior, do que aqueles mais focados em proteção patrimonial, mas que as cotações acabam emperrando por conta de situação macro ou mesmo pelas continuas emissões. Minha carteira rendeu 0,84% nesse mês e a renda vem subindo devagarinho, mesmo com a pademia, também graças às arbitragens em emissões.

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      4. ” … Volatilidade de renda nos próximos meses para os FIIs de papel… isso não te incomoda? …”

        >>> Claro. E, certamente, perderei o timing do mercado qdo acordar para a necessidade de diminuir a exposição 😥 mas carregar-lo-eis sem mexer até o fechamanento do semestre; creio nem haver muita escolha de minha parte dado o andamento do mercado, selic, ipca… minhas necessidades, etc. [aliás… hctr hj fazendo lambança … ]

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  2. BBB 2021: como investir para multiplicar (e não dizimar) o prêmio de R$ 1,5 milhão?

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    Ganhar R$ 1,5 milhão de uma só vez pode ser um divisor de águas na vida de alguém – e não é algo que aconteça apenas no BBB. Quem recebe uma herança, vende um negócio ou ganha na loteria também pode se ver diante de uma pequena fortuna. As decisões sobre o que fazer com o dinheiro, no entanto, é que definirão a possibilidade de multiplicá-lo ou não.

    “Sem planejamento, esse valor é menor do que as pessoas pensam”, diz Felipe Dexheimer, head de alocações da XP. Gastando R$ 20 mil por mês, por exemplo, uma cifra que permitiria a uma família levar uma vida confortável – mas não luxuosa -, o dinheiro terminaria em 75 meses, ou 6 anos e 3 meses. Com um gasto mensal de R$ 10 mil, tudo seria consumido em 12 anos e meio.
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    O efeito de manter investimentos que consistentemente perdem para a inflação é a redução do poder de compra do dinheiro. Um exemplo: o prêmio do BBB é de R$ 1,5 milhão desde 2010. Para ter atualmente o mesmo poder de compra que a bolada oferecia 11 anos atrás, seria preciso ganhar quase R$ 2,8 milhões, considerando a inflação medida pelo IPCA.
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    Com o fechamento do comércio e a disseminação do home office, muitos perderam valor desde a eclosão da pandemia. Em 2020, o Ifix – índice da B3 que acompanha o desempenho de uma carteira formada por 20 fundos imobiliário – recuou 10,24%. Entre janeiro e abril deste ano, ficou no zero a zero.
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    a carteira de investimentos com perfil de risco moderado elaborada por Dexheimer – composta por papéis de renda fixa pós-fixados e atrelados à inflação, ações de empresas brasileiras e estrangeiras e fundos multimercados – rende atualmente 9,73% ao ano, o que representa juros reais (descontada a inflação) na faixa dos 4,35% ao ano.

    “Investindo R$ 1,5 milhão em um plano de previdência VGBL com uma rentabilidade equivalente a essa, com tributação regressiva, é possível alcançar cerca de R$ 5,4 milhões depois de 30 anos”, calcula. Mesmo sem considerar nenhuma rentabilidade, seria o suficiente para viver com R$ 20 mil por mês durante os 22 anos seguintes.
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    >>>> RESUMINDO: Milionário, mas vivendo como classe média/média … éprákabá !!!
    🤣😲😩😣😫😫😭😭🤡🤡🤡 (nem sei mais qual colocar aqui)

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    1. Será ????

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      Mas quanto é recomendável alocar em cada tipo de ativo entre os sugeridos pelos especialistas? Para investidores de perfil moderado, Patrícia sugere manter até 15% dos investimentos em ações, até 10% em fundos imobiliários e 15% em ativos internacionais. Os fundos de private equity – que investem em empresas com alto potencial de crescimento, em geral ainda não listadas na bolsa – podem ser também uma opção adicional, para até 10% do capital.

      A parcela mais significativa – de 40% – deve ficar em alocada nos papéis de renda fixa, sendo 10% em títulos prefixados, 15% nos atrelados à inflação e 15% nos que pagam a Selic ou o CDI. Patrícia recomenda ainda manter 10% do capital não alocada, para que o investidor tenha a chance de aproveitar alguma oportunidade que apareça no meio do caminho.

      Já para investidores de perfil arrojado, Marcatti sugere manter 10% do capital em renda fixa pós-fixada e 15% em títulos atrelados à inflação. Cerca de 10% poderiam ser destinados a investimentos em ações, 25% para fundos multimercados, 20% para FIIs e 20% para ativos internacionais.
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      >>> Na minha humilde opinião … o MILIONÁRIO vai morrer é de fome, investindo dessa maneira. Imaginem só o investidor “conservador” 😫😫😫😫

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  3. Em se falando em CRIPTO-moedas novamente …
    Criptomoeda vira-lata finance ($reau) é golpe, diz dossiê !

    Lançada com a esperança de imitar a Dogecoin, Vira-lata Finance ($REAU) valorizou mais de 56.000% desde sua estreia. Recentemente, a corretora de criptomoedas Brasil Bitcoin listou a moeda em sua plataforma chegando a ficar fora do ar devido ao grande fluxo de negociação.

    Porém, um dossiê de 21 páginas publicado no último sábado, (03), por especialistas em criptomoedas, deu um banho de água fria nos apoiadores da criptomoeda meme ($REAU). Um dossiê afirmam que a Vira-lata Finance ($REAU), não é apenas uma brincadeira, muito menos uma concorrente da Dogecoin e sim um esquema ponzi.

    >>>> Vida de gente séria como eu não é fácil, não, eihm !!! Eu não tenho nada a ver com o $reau !!!

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  4. (Bloomberg) — O dólar pode cair abaixo de R$ 5,00 com a perspectiva de um cenário fiscal menos turbulento, resolvido o impasse do Orçamento, e com a visão de que a pandemia já atingiu o pico no país, segundo analistas.

    Um sólido superávit comercial, com o boom das commodities, e o ciclo de alta da Selic também ajudam a moeda brasileira, enquanto as dificuldades de vacinação e as condições financeiras globais são riscos.

    O dólar saiu do patamar de R$ 5,80 em março e fechou abaixo de R$ 5,40 na última quarta-feira, depois de ter rompido a média móvel de 200 dias.

    O CEO da Mauá Capital, Luiz Fernando Figueiredo, diz que o dólar pode cair para R$ 5,00 ou até menos com um alívio na pandemia, visto como crucial para a retomada econômica e a melhora das contas públicas.

    Reformas
    Passada a aprovação do Orçamento de 2021, os investidores agora monitoram um potencial avanço na agenda liberal do governo no Congresso. Para Carlos Menezes, gestor da Gauss Capital, o dólar poderá se depreciar rumo a R$ 5,00 com a perspectiva de encaminhamento das reformas.

    O presidente da Câmara, Arthur Lira, disse esta semana que as reformas tributária e administrativa podem ser aprovadas até o final do ano. Já no Senado, a CPI que investiga a atuação do governo Jair Bolsonaro na condução da pandemia monopoliza as atenções.

    Selic
    O ciclo de aperto da política monetário iniciado pelo Banco Central em março, e que deve continuar na próxima semana com nova alta da Selic de 0,75 ponto percentual, também é um fator de sustentação do real.

    O câmbio pode chegar a R$ 5,10 no final do ano uma vez que a Selic suba para até 5,5% no Brasil e, no exterior, o Fed “não acabe com a festa”, mantendo os estímulos que favorecem ativos de maior risco, afirma Sergio Zanini, sócio e gestor da Galapagos Capital.

    Fatores técnicos passaram a ter um peso maior no real após os recentes avanços, mas a próxima reunião do Copom e o cenário político devem também ser catalisadores importantes, diz Brendan Mckenna, estrategista de câmbio do Wells Fargo.

    Balança e fluxo
    A sazonalidade das exportações e a disparada dos preços das commodities, puxadas pela demanda da China, também contribuem para a entrada de moeda estrangeira no país.

    O fluxo cambial está positivo em US$ 9,5 bilhões neste ano e a balança comercial acumula superávit de US$ 8,9 bilhões no mês, caminhando para recorde mensal.

    As entradas de capital também podem ser beneficiadas por ofertas de ações de empresas, atraídas por uma bolsa com índice próximo ao recorde, e por leilões de privatização como o da Cedae, previsto para esta semana, da Eletrobras e Correios – estes dois últimos ainda pendentes de aprovação no Congresso.

    >>> Para mim, não muda NADA ! CONTINUA ALTO. Aliás … são todas opiniões do “pode”, “se”, “caso”, etc. A questão é que … querem DESOVAR o dolar alto, para voltar à economia real que pode render mais; simples assim.

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    1. Real seguirá sob pressão em meio a risco político, diz Société Générale

      SÃO PAULO (Reuters) – O estrategista para mercados emergentes do Société Générale (PA:SOGN) Bertrand Delgado estima que o real seguirá sob pressões de baixa, uma vez que riscos políticos ainda em patamares altos alimentam vulnerabilidades econômicas e fiscais.

      O banco francês espera que o dólar feche junho em 5,60 reais, indo a 5,80 reais no término de setembro e encerrando o ano em 6,00 reais. Ao fim de março de 2022, a previsão é que a moeda norte-americana alcance 6,10 reais.

      Nesta quarta-feira, a cotação estava em torno de 5,37 reais.

      “Investigações sobre a gestão da pandemia pelo governo provavelmente só aumentarão o ruído político e têm o potencial de adiar a aprovação das reformas necessárias e diluir notícias positivas relacionadas a privatizações”, disse Delgado em relatório nesta quarta-feira.

      Ele acrescentou que as incertezas políticas incluem chances de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorrer nas eleições de 2022 e de o presidente Jair Bolsonaro adotar postura mais populista.

      O estrategista também afirmou que a expectativa do banco é de que a pandemia e a baixa implementação de vacinação melhorem em ritmo lento, “sugerindo que vulnerabilidades de crescimento e fragilidades da dívida devem persistir”.

      Ele ainda apontou estimativas do banco para os juros de dez anos em moeda local como mais um componente para uma percepção ainda negativa.

      Citando taxa atual de 9,34% ao ano, o Société projeta 9,50% ao fim do segundo trimestre, 9,60% no término de setembro e 9,75% no encerramento de dezembro. Em março de 2022, o juro de dez anos baterá 10,00%.

      Ainda assim, Delgado sinalizou estar um pouco menos pessimista no câmbio, citando entre fatores que podem evitar uma depreciação ainda maior do real a melhora dos termos de troca e intervenções do Banco Central no mercado.

      Tendo de pano de fundo as atenções voltadas para as sinalizações de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), o estrategista também avalia que posições táticas podem ser uma opção, especialmente em ativos com valuation barato, como é o caso da moeda brasileira.

      >>>> 🥳🥳🥳🤡🤡🤡

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      1. Fluxo cambial ao Brasil fica positivo em quase US$4 bi em abril, melhor para o mês em 3 anos

        SÃO PAULO (Reuters) – O fluxo cambial ao Brasil ficou positivo em quase 4 bilhões de dólares em abril, puxado pela conta comercial, o que elevou o saldo no ano para mais de 12,7 bilhões de dólares, mostraram dados do Banco Central nesta quarta-feira.

        O superávit no mês passado foi de 3,990 bilhões de dólares, primeiro saldo positivo para o período desde 2018 (14,394 bilhões de dólares).

        Nas operações comerciais (exportação menos importação) a sobra de dólares ficou em 3,502 bilhões de dólares em abril. Na conta financeira –por onde passam investimentos em carteira, empréstimos e pagamento de dívida, por exemplo– houve ingresso líquido de 488 milhões de dólares.

        No ano, o fluxo cambial está positivo em 12,713 bilhões de dólares, o inverso do registrado no mesmo período do ano passado (-12,730 bilhões de dólares).

        Essa virada foi patrocinada pela expressiva melhora no saldo financeiro, que saiu de rombo de 32,519 bilhões de dólares no primeiro quadrimestre do ano passado para superávit de 3,444 bilhões de dólares em 2021.

        Em 2020 houve saída líquida de recursos do Brasil, entre outras razões, pela crise da Covid-19 e por pré-pagamento de dívida por empresas domésticas, conforme a queda da Selic a mínimas históricas tornou mais atrativa a tomada de financiamento em moeda local.

        Amenizada essa dinâmica, analistas têm mostrado mais otimismo sobre os números do fluxo cambial para este ano, em parte pelo rali das commodities –que tem elevado os termos de troca, o que beneficia a taxa de câmbio– e pela expectativa de que o progresso nas vacinações acelere o ritmo da recuperação econômica no segundo semestre, fortalecendo o cenário de investimentos no país.

        POSIÇÃO DOS BANCOS E INTERVENÇÕES DO BC

        Com a melhora do fluxo, os bancos puderam reduzir posições vendidas em dólar no mercado à vista. Assim, o estoque caiu para 16,932 bilhões de dólares, o menor desde fevereiro de 2019 (-15,953 bilhões de dólares).

        Com a queda do dólar no mês passado, o Banco Central pôde não apenas evitar venda de moeda como também enxugar parte da liquidez disponibilizada. Assim, o BC tomou de volta 1,600 bilhão de dólares referentes a linhas com compromisso de recompra e não vendeu divisa no mercado à vista.

        Em março, entre essas duas modalidades de operação, o BC havia despejado no mercado 7,985 bilhões de dólares.

        Houve, porém, aumento do estoque de swaps cambiais –de 74,573 bilhões de dólares para 76,947 bilhões de dólares na passagem de março para abril–, o que acabou mais do que compensando o recuo dos valores nos demais instrumentos.

        Dessa forma, a posição cambial líquida do BC –que tira das reservas operações no mercado de câmbio e outros– caiu para 273,420 bilhões de dólares, a menor desde pelo menos janeiro de 2018.

        >>>> mais 🤡🤡🤡🤡🤡🤡🥳🥳🥳🥳🥳

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      2. Mercado vende dólares à espera de Copom mais duro

        SÃO PAULO (Reuters) -O dólar sofreu firme queda nesta quarta-feira, o que levou o real ao topo dos ganhos entre as principais moedas. O movimento refletiu posicionamento do mercado em prol de um Banco Central mais duro com a inflação quando anunciar em breve sua decisão de política monetária, o que pode sinalizar um juro terminal mais alto que eleve a atratividade da moeda brasileira.

        O dólar à vista caiu 1,23%, a 5,3652 reais na venda, depois de tocar 5,3552 reais (-1,42%) na mínima atingida à tarde. A máxima foi de 5,442 reais (+0,18%), alcançada ainda na primeira hora de negócios.

        Investidores também expressaram visão de um BC mais ortodoxo sobre a inflação no mercado de juros, em que taxas de curto prazo subiram –indicando expectativa de Selic mais alta– enquanto as de vértices mais longos caíram. Isso causou a redução da inclinação da curva, um clássico quando se fala em BC “hawkish” (duro com a inflação).

        “À luz dos dados recentes, esperamos que o comitê modifique sua comunicação, não mais descrevendo o atual processo de ajuste monetário como parcial”, disse o Itaú Unibanco (SA:ITUB4), em referência a números de atividade econômica, balanço de riscos, projeções e expectativas de inflação.

        A Selic está em 2,75% ao ano e deve ser elevada em 0,75 ponto percentual na noite desta quarta-feira, para 3,50%. E o processo de ajuste monetário vai continuar.

        “Com a Selic chegando a 4% em junho, já ficaria acima da taxa básica de alguns países pares do Brasil e em linha com a do México. Como a perspectiva é de continuidade do ciclo, isso já ajuda o real”, disse Sérgio Goldenstein, consultor independente da Ohmresearch Independent Insights.

        Contratos futuros de real já embutem taxa de juros perto de 4,5%, muito similar ao retorno atrelado a derivativos de igual vencimento para o peso mexicano, apesar de o juro básico mexicano (4%) ser consideravelmente maior que o brasileiro.

        André Nogueira Fontenelle, responsável pelos fundos multimercados macro da Bradesco Asset Management (Bram), acredita que o status do real como financiador de operações de arbitragem com taxas de juros acabou.

        LEIA MAIS: Alta de juros já torna real atraente e trégua de abril pode continuar, diz Bram

        Essa condição, causada pelo juro baixo, transformou a moeda brasileira em alvo fácil de operações de “hedge” para aplicações em outros mercados –estratégia que, por representar venda de reais (compra de dólar), intensificou a pressão sobre a taxa de câmbio.

        RUÍDO POLÍTICO-FISCAL
        O real recuperou perdas em abril, mas ainda cai 3,24% em 2021, o que se soma à perda de quase 23% no ano passado. Analistas dizem que a combinação entre juro real negativo e deterioração fiscal nocautearam a moeda brasileira. Enquanto o lado da política monetária parece encaminhado, riscos político-fiscais ainda ditam uma visão conservadora sobre o câmbio por parte de investidores estrangeiros.

        “Investigações sobre a gestão da pandemia pelo governo provavelmente só aumentarão o ruído político e têm o potencial de adiar a aprovação das reformas necessárias e diluir notícias positivas relacionadas a privatizações”, disse em relatório Bertrand Delgado, estrategista para mercados emergentes do Société Générale (PA:SOGN).

        E analistas da TD Securities entendem que o real, apesar dos atuais patamares, ainda não está barato dados os riscos em torno.

        “O risco de mais deterioração fiscal nos mantém em uma posição cautelosa em relação ao real. Como tal, não vemos a moeda como necessariamente barata em torno de 5,50 por dólar –e certamente não a 5,00 por dólar. Para isso, achamos que a taxa Selic precisará ficar pelo menos 300 pontos-base mais alta”, disseram em nota.

        >>>> 🤡🤡🤡🤡🥳🥳🥳🥳🥳 Querem a SELIC a 7% para justificar um dólar a R$ 5,00 😂🤣😭 com sempre digo, o IDIOTA sou sempre eu, mais ninguém !

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  5. Crédito imobiliário com recursos da poupança passa de R$ 18 bilhões em março e bate recorde Valor é quase o triplo dos R$ 6,73 bilhões registrados em março de 2020, segundo dados da Abecip

    Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 18,35 bilhões em março de 2021, maior volume nominal mensal registrado na série histórica iniciada em 1994.

    O valor foi 172,7% maior que o verificado em março de 2020, de R$ 6,73 bilhões. Os dados são da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

    No primeiro trimestre de 2021, os financiamentos somaram R$ 43,09 bilhões, alta de 112,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 12 meses, entre abril de 2020 e março de 2021, foram R$ 146,81 bilhões, avanço de 76,1%.

    O número de imóveis financiados em março de 2021, nas modalidades de aquisição e construção, chegou a 81,9 mil, uma alta de 219,4%.

    Nos primeiros três meses de 2021, o número de unidades financiadas pelo SBPE somou 187,6 mil, chegando em 12 meses, entre abril de 2020 e março de 2021, a 535,3 mil imóveis.

    A poupança SBPE teve resgates líquidos de R$ 4,85 bilhões em março, terceiro resultado negativo do ano.

    Sazonalmente, março tende a ser um período inexpressivo em termos de desempenho da poupança, segundo a Abecip. Na séria histórica iniciada em 1995, observa-se que em 59% dos meses de março a captação líquida foi negativa. Além disso, houve impacto do recrudescimento da pandemia, com a consequente adoção de medidas mais rígidas de distanciamento social e seus efeitos no emprego e renda.

    Outros fatores a serem levados em conta são a diminuição do valor do auxílio emergencial em 2021 e a quantidade de pessoas elegíveis ao benefício.

    Com isso, o saldo da poupança SBPE encerrou março em R$ 778,8 bilhões, recuando 0,5% no mês. Em termos anuais, houve crescimento de 18,1% em relação a março do ano passado.

    Por Equipe InfoMoney

    >>>> É impressionante como ainda existam pessoas que aplicam seu dinheiro em … CADERNETA de POUPANÇA; que ainda exista o MONOPÓLIO estatal de tral linha de crédito, etc. éprákabá !!

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  6. >>> Daqui a pouco necessitaremos de um Fundo tipo MFAI11 … mas negociando ações do setor AGRÍCOLA !! [e não apenas construção]

    A Boa Safra (SOJA3) estreia nesta quinta-feira (29) na B3. Às 11h40 (horário de Brasília), os ativos subiam 50,51%, a R$ 14,90.

    A companhia realizou seu IPO movimentando R$ 459,9 milhões, com o preço da ação saindo a R$ 9,90 cada, no piso da faixa indicativa, que ia até R$ 12,60.

    A operação foi coordenada pela XP Investimentos, coordenador-líder e o agente estabilizador, e a BB Investimentos.

    A Boa Safra é uma produtora de sementes que tem operações nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste. A companhia diz oferecer sementes de soja com alta qualidade, levando seus produtos para 70% dos estados produtores da commodity.

    Em seu prospecto, a empresa destacou ser líder de mercado em vendas de sementes de soja no Brasil. Citando dados de levantamento um realizado pela própria Boa Safra junto a fornecedores de tecnologia, ela apontou que em 2020 possuía 5,7% de market share.

    “Acreditamos ter um dos mais completos portfólios de sementes de soja do mercado brasileiro, oferecendo tratamentos com diversos componentes químicos e genéticos adaptados às mais distintas regiões do País”, diz a companhia no documento.

    A Boa Safra detém uma carteira inicial para sementes de milho e feijão também, que representou 0,41% da receita líquida da companhia em 2020, além de oferecer tratamentos industriais para maior proteção e vigor às sementes de soja.

    Em 2020, a receita total da empresa foi de R$ 589 milhões, com um lucro líquido de R$ 70 milhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 105 milhões.

    A casa de análises independente Eleven Financial recomendou a entrada na oferta, destacando que a empresa está bem posicionada no mercado de sementes, que cresce mais do que o da área plantada no Brasil.

    “Em nossa visão, a qualidade das sementes da companhia, a localização estratégica das suas unidades e o bom relacionamento com os produtores integrados são essenciais para o sucesso e liderança da Boa Safra”, destacou Diana Stuhlberger, analista da Eleven Financial, em relatório.

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    1. O que explica o salto das ações?

      Segundo operadores de mercado, a percepção de que a ação já começou a operar “barata demais” ajuda a explicar o forte desempenho dos ativos da companhia logo na sua estreia. Na avaliação de concorrentes e alguns investidores, o valuation da empresa foi subestimado, levando a um potencial de valorização expressivo para os papéis.

      Em entrevista exclusiva ao Stock Pickers na tarde desta quinta, Gustavo Heilberg, gestor da HIX Capital, que ancorou o IPO da companhia e possui 8% do capital da empresa, apontou também que a oferta foi relativamente pequena e teve uma alta ancoragem. “Com isso, quem quis comprar teve que pagar mais pelo que sobrou”, disse o gestor durante a live.

      Para Heilberg, outro atrativo é a escassez de ativos ligados ao agronegócio em negociação na B3. Em sua avaliação, as empresas listadas ou estão mais próximas a setores de infraestrutura, que exigem elevado volume de investimento para continuar crescendo, ou então atuando diretamente na produção agrícola, ou seja, mais expostas às oscilações dos preços das commodities.

      A Boa Safra levantou com o IPO R$ 460 milhões. Por ter sido uma oferta primária, o capital não fica com os acionistas, mas sim, vai diretamente para o caixa da empresa.

      O grupo com sede em Formosa (GO) atua na produção e comercialização de sementes de soja, setor ainda muito pulverizado e com alto potencial de consolidação. As estimativas da empresa indicam que os 10 maiores produtores de sementes de soja do Brasil possuem apenas 25% do mercado, sendo que a Boa Safra detém uma fatia de 6%.

      Apesar de não produzir diretamente a soja que será vendida ao mercado, mas abastecer os agricultores com o insumo, o vínculo com o sobe e desce do mercado ainda é bastante grande. Nos últimos 12 meses, os preços da soja acumulam uma valorização de quase 85% na bolsa de Chicago. Na bolsa americana, uma saca de soja vale hoje pouco mais de US$ 34.

      Os produtores brasileiros estão bastante otimistas com os atuais preços praticados no mercado. Além disso, o dólar acima de R$ 5,00 é outro fator que agrada os agricultores a elevar sua produção na próxima safra, que começa a ser plantada em outubro. Neste momento, o Brasil está em fase final de colheita da maior safra de soja da história. O país deve produzir pouco mais de 135 milhões de toneladas de soja no ciclo 2020/21, um crescimento de 8,6% em comparação à safra passada.

      Saiba mais sobre a companhia
      A Boa Safra é uma produtora de sementes que tem operações nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste. A companhia diz oferecer sementes de soja com alta qualidade, levando seus produtos para 70% dos estados produtores da commodity.

      Em seu prospecto, a empresa destacou ser líder de mercado em vendas de sementes de soja no Brasil. Citando dados de levantamento um realizado pela própria Boa Safra junto a fornecedores de tecnologia, ela apontou que em 2020 possuía 5,7% de market share.

      “Acreditamos ter um dos mais completos portfólios de sementes de soja do mercado brasileiro, oferecendo tratamentos com diversos componentes químicos e genéticos adaptados às mais distintas regiões do País”, diz a companhia no documento.

      A Boa Safra detém uma carteira inicial para sementes de milho e feijão também, que representou 0,41% da receita líquida da companhia em 2020, além de oferecer tratamentos industriais para maior proteção e vigor às sementes de soja.

      Em 2020, a receita total da empresa foi de R$ 589 milhões, com um lucro líquido de R$ 70 milhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 105 milhões.

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  7. Fundos de Investimento em Participações (FIPs) – FLORESTAIS

    Fundos florestais: conheça o investimento que prevê retorno de até 10% ao ano além da inflação e quem pode acessá-lo. Valor estimado das florestas nas carteiras dos fundos gira em torno de R$ 16,2 bilhões; confira as estratégias das gestoras Copa, Lacan e XP Asset no setor

    SÃO PAULO – No cenário global de juros baixos e com uma possível pressão inflacionária no médio prazo como resultado dos estímulos fiscais para combater a pandemia, além de ações e títulos de renda fixa indexados à inflação, ativos reais tais como os imóveis acabam surgindo entre as principais alternativas no radar dos investidores.

    No caso do investimento em ativos reais, uma área ainda pouco explorada no mercado local, mas com elevado potencial de retorno e opção para a diversificação das carteiras, é a dos fundos de investimentos em florestas.

    Nesses fundos de investimento em participações (FIPs), que podem durar 20 anos até seu encerramento, a maior fonte de retorno parte da venda de madeira utilizada para fins diversos por empresas de setores como papel e celulose, siderurgia e imobiliário.

    Hoje há cerca de 800 mil hectares em florestas plantadas sob posse dos gestores de ativos no mercado brasileiro, especialmente de eucaliptos, e com uma concentração nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste por fatores climáticos mais favoráveis, de acordo com levantamento da consultoria paranaense especializada em ativos florestais Consufor.

    Cada hectare de terra corresponde a 10 mil metros quadrados de floresta, com o terreno nas mãos dos fundos equivalente, portanto, a aproximadamente 5,3 vezes o tamanho da cidade de São Paulo, ou cerca de 800 mil campos de futebol, compara Ederson de Almeida, da Consufor.

    Além dos 800 mil hectares plantados, ele lembra que, por força do Código Florestal Brasileiro, os fundos são obrigados a dedicar praticamente a mesma medida a áreas que permaneçam intactas e protegidas, de reserva legal e preservação permanente.

    “O valor de mercado das florestas de eucaliptos e, em menor medida, de pinus nos portfólios dos gestores corresponde a um valor aproximado de R$ 16,2 bilhões, considerado o fluxo de caixa projetado com a venda das madeiras trazido a valor presente”, calcula o consultor.

    Há dez anos, esse valor era de aproximadamente R$ 2,6 bilhões. Segundo Almeida, o crescimento se deve pelo próprio aumento da exploração das oportunidades no mercado de ativos florestais por parte das gestoras, bem como pela valorização dos ativos.

    Após uma primeira imersão nesse mercado no início dos anos 2000 por grandes investidores internacionais, como Brookfield Asset Management e Hancock Natural Resource Group, o movimento foi freado em meados dos anos 2010, com decisão do governo de limitar a compra de terras no Brasil por estrangeiros. A medida fez com que os gestores locais começassem a explorar cada vez mais as oportunidades na região.

    Atualmente, cerca de 57%, em termos de área plantada sob posse dos fundos, e de 50%, em termos de valor de mercado, estão nas mãos de gestoras nacionais, segundo os dados da Consufor.

    Entre as assets brasileiras voltadas exclusivamente para os investimentos em ativos florestais, se destacam nomes como Lacan e Copa Investimentos, que estão em processo de captação para novos fundos do tipo em meio ao momento aquecido para os ativos do setor. O cenário também tem atraído gestoras como a XP Asset para o nicho.

    O retorno almejado com o investimento nos fundos florestais das gestoras locais é atraente, ao oscilar dentro de uma banda de 7% a 10% ao ano, além da variação da inflação medida pelo IPCA – em uma análise histórica, o preço da madeira acompanha a evolução dos índices de preços no longo prazo.

    As ofertas de produtos do tipo realizadas até aqui pelas gestoras no mercado local foram restritas, contudo, somente aos investidores classificados como profissionais pela legislação, isto é, com mais de R$ 10 milhões em aplicações financeiras. Para investir em fundos do tipo, o tíquete começa a partir de R$ 1 milhão.

    Ajuda a explicar a restrição o perfil de longo prazo que o investimento exige. Os fundos florestais costumam ter um período de maturação que começa a partir de dez anos, mas que pode alcançar até o dobro desse intervalo.

    Cerca da metade do tempo é dedicada para fazer o ciclo de investimentos, que inclui a compra da terra, com florestas já de pé ou ainda a serem germinadas, sendo a amortização aos cotistas geralmente iniciada após esse período, que é quando começa gradualmente o corte e a venda de madeira.

    Devido à maturação longa do investimento, bem como pela exploração ainda relativamente recente do nicho no país, os primeiros fundos florestais do mercado local ainda caminham para seu término.

    Sustentável por natureza
    Apesar da pandemia, o mercado consumidor de madeira teve um cenário bastante positivo ao longo dos últimos meses, diante do aumento do comércio online e da substituição de materiais plásticos por papel e papelão, afirma Guilherme Ferreira, gestor dos fundos florestais na Lacan.

    Com cerca de R$ 1,1 bilhão em ativos florestais sob gestão, a Lacan lançou seus primeiros fundos florestais em 2012 e 2016, com términos previstos inicialmente em dez anos, mas com a possiblidade de prorrogação por mais dez anos, de modo a acompanhar a maturação dos ativos.

    Nesse modelo de fundo, o montante é todo captado pela gestora ainda na fase de lançamento do produto, que passa a fazer os investimentos nos anos seguintes. A expectativa da Lacan é chegar em dezembro com aproximadamente 100 mil hectares em florestas plantadas, principalmente no Mato Grosso do Sul.

    O impulso de consumo de papel para fins sanitários gerado pela pandemia, especialmente na Ásia, bem como o momento aquecido do mercado imobiliário e da demanda por painéis de madeira, em meio à popularização do home office, também contribuem para a demanda aquecida pelas árvores dos fundos, afirma Ferreira.

    Entre os clientes que compram essas madeiras, estão empresas como a Suzano e a FS Bioenergia, que utiliza a madeira como biomassa dentro do processo de geração de energia para a fabricação de etanol por meio do milho. Ao estruturar os fundos florestais, parcerias firmadas previamente com empresas como essas tornam a demanda pela matéria-prima já garantida, com a consequente mitigação do risco do investimento, explica o gestor da Lacan.

    “Os ativos florestais não guardam relação com bolsa, renda fixa ou câmbio, já que a fonte de retorno se dá principalmente por meio do crescimento biológico das árvores, que não depende do cenário econômico ou político, ou mesmo da pandemia”, afirma Guilherme Monteiro, sócio da área comercial e de relações com investidores da Lacan.

    Segundo Monteiro, o apelo sustentável dos ativos florestais tem atraído um interesse crescente de grandes investidores internacionais, como de institucionais europeus.

    Além de serem ativos que, por natureza, contribuem para as metas de descarbonização do planeta até 2050, à medida que as árvores são sequestradoras do carbono na atmosfera, o executivo diz que as florestas dos fundos ostentam a certificação internacional FSC (Forest Stewardship Council) para manejo florestal, atestando que as atividades realizadas são ambientalmente adequadas, socialmente benéficas e economicamente viáveis.

    O terceiro fundo florestal da Lacan, em fase de captação, levantou até o momento R$ 350 milhões, sendo cerca de 50% de institucionais brasileiros, com outros 35% de estrangeiros, especialmente da Europa. Os 15% restantes são preenchidos por investidores do segmento private e capital proprietário dos sócios da Lacan. A expectativa é chegar à marca dos R$ 500 milhões até o fim do ano.

    “O ativo florestal é intrinsicamente sustentável”, afirma o sócio da área comercial da Lacan, acrescentando estar nos planos da gestora passar a explorar nos próximos anos o mercado crescente de emissão de créditos de carbono.

    Mercado secundário
    A madeira proveniente das árvores de eucaliptos também tem como compradores potenciais empresas siderúrgicas que transformam a matéria-prima em carvão vegetal no processo de produção do aço.

    Na Copa Investimentos, uma fazenda em Minas Gerais foi vendida em fevereiro para o Grupo Ferroeste, que precisava expandir sua base de ativos florestais em meio ao aumento da demanda pelas commodities, frente à retomada acelerada das grandes economias.

    Segundo Marcelo Sales, sócio-fundador da Copa, embora seja comum que o ciclo completo de um investimento florestal possa se aproximar das duas décadas, os prazos ao redor de dez anos dos fundos mais recentes da casa só são possíveis devido ao crescimento do mercado secundário de florestas ao longo dos últimos anos.

    “Hoje é possível vender o ativo biológico antes do término do ciclo”, diz Sales, em referência à transação recente.

    A gestora tem cerca de R$ 1,5 bilhão em ativos de base florestal sob gestão, com aproximadamente 80 mil hectares em florestas de eucaliptos com certificação FSC no Mato Grosso do Sul, na Bahia e no Rio Grande do Sul.

    Para o novo fundo florestal da Copa, que deve entrar em fase de captação nos próximos meses, o prazo total será de 12 anos, sendo quatro deles para o período de investimento, prevê Sales, que também vê um aumento no interesse do mercado pelos produtos frente à popularização dos investimentos ESG.

    “Não adianta só ganhar dinheiro se não está ajudando a preservar o meio ambiente, e não adianta também só preservar o meio ambiente se o projeto não tiver sustentabilidade financeira e uma duração mais perene”, diz Sales. A Copa, assim como a Lacan, é signatária do PRI.

    Os riscos naturais aos quais os fundos florestais estão expostos, como incêndios e invasões, são mitigados por meio de um monitoramento constante e apurado sobre as florestas no fundo.

    “Temos câmeras espalhadas por todas as floretas, monitoradas em uma sala de controle”, afirma o sócio da Copa, acrescentando ainda que, caso em determinado momento a demanda pela madeira não esteja tão aquecida, é possível postergar o corte e esperar um melhor momento, enquanto a árvore segue em seu processo natural de crescimento.

    Segundo o especialista, mais do que o clima, o maior risco no setor de fundos florestais é pagar mais do que o ativo efetivamente vale. “Se você compra uma floresta por um preço acima do que devia, por mais eficiente que seja a operação, vai ser muito difícil corrigir o erro.”

    Recursos naturais
    De olho nas oportunidades no setor ambiental frente à busca crescente dos investidores por ativos de maior potencial de retorno devido aos juros baixos e de viés sustentável, a XP Asset trouxe para seus quadros em fevereiro o gestor Cleidson Rangel para liderar a área de recursos naturais. Em novembro de 2020, a gestora se tornou signatária do PRI.

    Fundos florestais, agrícolas e de crédito de carbono estarão sob a alçada do especialista, que esteve nos últimos dez anos na gestora Hancock no Brasil.

    “O Brasil é um dos maiores fornecedores para atender ao consumo global por commodities, e não havia até então uma gestora brasileira de peso com a ambição de atuar de maneira ampla no setor de recursos naturais”, afirma Rangel.

    O primeiro fundo a ser lançado pela nova célula da gestora nos próximos meses será um FIP Florestal, com prazo de investimento de dez a quinze anos, e que deve captar cerca de R$ 2 bilhões, principalmente de investidores institucionais, tanto do Brasil quanto do exterior.

    Rangel aponta estimativas do mercado que dão conta de cerca de R$ 35 bilhões em demanda reprimida de investidores internacionais interessados em aplicar seus recursos nos setores agro e florestal do país e que ficam limitados pela restrição de compra de terras por estrangeiros.

    Segundo o gestor da XP, dado o próprio DNA da casa, está nos planos a avaliação de possíveis modelagens de produtos alternativos que possam ser voltados para um número maior de investidores, sem a restrição apenas ao investidor profissional.

    A ampliação do escopo do público-alvo para determinados fundos de perfil mais alternativo está sob análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    De todo modo, com o montante a ser captado pelo fundo florestal, o gestor calcula que deve investir em florestas de eucaliptos e pinus em uma área aproximada entre 300 mil e 400 mil hectares, sendo cerca de metade destinada à preservação.

    Além do impacto ambiental positivo pela própria natureza do negócio, os investimentos em áreas florestais, diz o gestor, têm um apelo social ao contribuir para aquecer a atividade econômica em regiões do país que muitas vezes estão distantes dos grandes centros e com pouca oferta de trabalho formal.

    Fonte: infomoney Por Lucas Bombana

    >>>> caso alguém não tenha lido, tenha perdido … copio aqui matéria MUITO INTERESSANTE. **me interessa !!**

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    1. Banco Safra compra braço de gestão de recursos do Crédit Agricole no Brasil

      SÃO PAULO (Reuters) – O Banco Safra afirmou à Reuters no sábado que comprou o braço de gestão de patrimônio do Crédit Agricole no Brasil, Indosuez Wealth Management, sem mencionar valores.

      “Para o Safra, essa aquisição mostra a nossa vocação para o segmento, nossa disposição de sempre buscar novos negócios com vistas à expansão de nossas operações”, disse Silvio de Carvalho, presidente do Banco Safra, em nota, acrescentando que os funcionários da DTVM do Crédit Agricole serão absorvidos pelo banco.

      Consultado, o Crédit Agricole confirmou a operação, mas reforçou que manterá suas operações de corporate investment banking no Brasil.

      De acordo com dados da Anbima, ao assumir a carteira de 5 bilhões de reais com Indosuez, o Safra sobe três posições no ranking e torna-se o sexto maior gestor de fundos do país, passando a ter cerca de 110 bilhões de reais administrados no fim de março.

      Representantes do Banco Safra não foram encontrados pela Reuters para comentar.

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  8. PAINEL CRÍTICA NACIONAL

    Shopping Centers Já Demitiram Mais de 120 Mil Funcionários Desde o Ano Passado

    09/04/2021
    por angelica ca

    Desde o ano passado, as lojas de shoppings centers já demitiram cerca de 120 mil pessoas em todo o país em razão das medidas de lockdown impostas por governadores e prefeitos a pretexto de conter a pandemia do vírus chinês. Cerca de 15 mil lojas faliram, e aquelas que continuam no mercado não sabem até quando conseguirão permanecer em funcionamento.

    Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers, estes estabelecimentos ficaram em média 85 dias fechados e 203 dias com restrições no funcionamento ao longo do ano passado. Nos três primeiros meses deste ano, os shoppings centers já fecharam por 30 dias, e funcionaram com restrições durante sessenta dias.

    Segundo informa o website Mercado e Consumo, desde o início da pandemia em março do ano passado, 84% dos lojistas já diminuíram a quantidade de postos de trabalho devido à queda nas vendas e às restrições no expediente. Apenas 35% ainda seguem confiantes na recuperação das vendas.

    Os dados fazem parte de levantamento divulgado no final de março pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping, que reúne empresas que somam mais de 9 mil pontos de venda em todo País. Informações de R7 e Mercado e Consumo.

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  9. Após o leilão do trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que foi arrematado pela Bahia Mineração (Bamin) em proposta única, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que a pasta deve promover leilões de mais 22 ativos até o final do ano, com investimentos estimados em R$ 84 bilhões. “O leilão da Fiol foi um sucesso, trata-se da segunda concessão de ferrovias do governo Bolsonaro, que ficaram tanto tempo esquecidas”, disse a jornalistas.

    O ministro destacou que o leilão da Fiol será fundamental para o desenvolvimento da Bahia e que o governo trabalha para promover inúmeros projetos na região. “O ministério já tem um projeto para asfaltar a BR-030, tão importante para o Estado, assim como a Fiol”.

    Outro projeto que ele afirma estar em desenvolvimento é o da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), cujas obras já estão próximas de começar.

    Nesta semana, chamada de Infra Week, o ministério da Infraestrutura está leiloando 28 ativos, entre aeroportos, portos e ferrovias. A expectativa do governo é arrecadar, no total, R$ 10 bilhões. Cerca de R$ 9,4 bilhões já foram contratados.

    A secretária especial da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, acrescenta que a carteira de leilões da entidade, para 2021, soma 129 ativos, com investimentos estimados em R$ 460 bilhões.

    Ela reforçou que principalmente a carteira de saneamento básico é fundamental para o País. “Estamos dando todo o suporte para destravar esses investimentos.”

    >>> okay, ok … excelente notícia, MAS … na verdade … não são R$ 84 Bi …. pois R$ 40 BB já foram gastos com AUXÍLIO EMERGENCIAL. 🤨

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  10. >>> TUDO que se guia pela média é … iRREAL. O ano de 2020 me foi o MELHOR ano de rendimento, tanto nominal quanto percentual, quase o DOBRO da média anuncianda acima. O dividend yield para o investidor depende do preço de aquisição do ativo, e não da cotação atual.

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    1. Galpões caros

      Já no caso dos fundos de galpões logísticos, justamente pela resiliência que os permitiu atravessar a crise de uma maneira bem mais tranquila que os pares, a avaliação do CEO da RBR é que, de modo geral, os veículos estão caros e não justificam a alocação neste momento.

      Os maiores fundos de logística do mercado, afirma, negociam com valores que precificam o metro quadrado dos galpões em aproximadamente R$ 3,2 mil, chegando em alguns casos até R$ 4 mil, enquanto o custo de reposição está mais perto de R$ 2,5 mil. 🥺🥺🥺

      Freitas, da Hedge, entende que os fundos de logística devem continuar a ser uma boa alternativa pelas mudanças de hábito da população despertadas pela pandemia, mas não devem estar entre as melhores performances do segundo semestre no mercado de FIIs diante da performance recente.

      Lacerda, da Hieron, concorda. “Não diria que os fundos de logística estão caros, mas entendo que eles não têm muito potencial de valorização como no segmento de shoppings ou de lajes.”

      >>> Quem sou eu para … contradizê-los !

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      1. >> Eu DISCORDO da conclusão do gestor em dizer que… porque o CUSTO de REPOSIÇÃO está abaixo da AVALIAÇÃO VENAL do m2 dos galpões, os galpões estão “Caros”… Ora, bolas!! imóvel construído ALUGADO naturalmente embute o PRÊMIO ao invés de se considerar um imóvel VAZIO e PRONTO p/ entrega. O problema não é construir, repor … é …OCUPAR com bons inquilino e RECEBER.

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      2. Alguns FII LOGÍSTICOS/INDUSTRIAIS da minha carteira …

        Com ou sem Fraudemia…
        Lá não tem essa 🤡🤡çada de que… estão … CAROS.
        Vão muito bem, obrigado!

        Já em Banânia …

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    2. A vez dos indexados ao CDI

      Na Hedge Investments, o CEO André Freitas tem visão parecida. Ele também vê nos segmentos mais tradicionais de tijolo do mercado de fundos imobiliários uma das melhores oportunidades para o investidor, porém mais por volta do segundo semestre, quando a dinâmica de vacinação permitir uma normalização das rotinas.

      Até lá, o gestor acredita que os maiores retornos continuarão a ser entregues pelos fundos de CRIs, especialmente no caso daqueles indexados ao IPCA, tendo em vista a alta da inflação, que deve ficar ainda mais forte nas próximas divulgações, prevê o especialista.

      De acordo com os cálculos da gestora, a inflação acumulada em 12 meses pode chegar perto de 8%, conforme dados coletados no início da crise forem substituídos por números mais altos.

      “Por outro lado, conforme a Selic subir, a inflação tende a ceder, e será o momento em que os investidores provavelmente passarão a olhar mais para os fundos de tijolo”, diz Freitas.

      Almendra, da RBR, aponta os fundos de recebíveis imobiliários como os mais beneficiados no cenário de alta dos juros aguardado para os próximos meses. No entanto, para ele, as melhores oportunidades no momento estão nos créditos imobiliários que acompanham a taxa Selic.

      Com o início do processo de aperto monetário, os ativos que acompanham o CDI devem entrar em uma tendência de recuperação, com o retorno crescente devido à alta da Selic atraindo novos investidores, assinala Almendra. “Os fundos de papel indexados à Selic são as maiores pechinchas da Bolsa.”

      >>>> Só esqueceram de combinar, por exemplo, com o HGFF11 e sua estratrégia de B&H no BRCR11, KNCR11…

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    3. Oportunidades nos tijolos: Shoppings e Lajes Corporativas

      Lacerda cita entre as maiores oportunidades no nicho os fundos que investem em shoppings, que são os que mais têm sofrido pela restrição de locomoção, mas que, em um horizonte maior de tempo, conforme a população for vacinada, devem voltar a operar normalmente.

      Por isso, além da taxa de juros, fatores como a retomada à normalidade pré-pandemia ao longo dos próximos meses permitida pela imunização em massa, com a consequente reabertura dos negócios hoje fechados, podem influenciar a valorização dos fundos imobiliários, assinala o gestor, que também vê preços atraentes nas lajes corporativas.
      .
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      Manda, da XP, lembra que áreas bem localizadas em São Paulo dificilmente terão problemas mais sérios de demanda independentemente do cenário econômico, o que o faz enxergar assimetrias entre risco e retorno em alguns fundos de lajes corporativas com ativos de boa qualidade.

      “Entendemos que a maior oportunidade continua sendo na parte de lajes corporativas, porque o impacto que as pessoas estavam esperando de aumento da vacância e da inadimplência não veio, e não deve ocorrer de forma significativa nos próximos meses”, afirma o especialista.

      Pelos cálculos da equipe da XP, o “dividend yield” anualizado no setor dos fundos imobiliários de tijolos é hoje de 6,6%, acima do rendimento da taxa Selic projetado para 2021.

      >>>> Já estão falando nisso faz quase 2 anos … Um dia, um dia … acertam.

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      1. perguntinha ÓBVIA: se “Shoppings” e “Lajes Corporativas” são as oportunidades nos tijolos … isso implica dizer também que os FundosDeFundos neles PESADAMENTE investidos… o serão tbém ? A julgar pelas cotações DESIDRATADAS dos FdF … ou o “Sr. Mercado” discorda, ou os “experts” se enganaram (mais uma vez). A conferir.

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      2. Ótima pergunta. Porém para responder teria que comprovar sua afirmação de que os FoFs estão majoritariamente carregados de lajes e shoppings. Todavia, mesmo que estejam, num primeiro momento, isso só impactaria no VP do fundo e no valor da cota. Renda decorrente dos traders só quando o mercado se tornar altista de forma robusta. Renda recorrente de aluguel vem junto com a recuperacao da economia.

        Tudo isso é no modo “Acho, né?”. Tudo meio achismo porque tem acontecido cada coisa fora da previsão que sei lá eu o que pensar.

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      3. Então, @Eduardo … como investidor macaco-véio, é lógico que não irei contra a lógica do “Sr. Mercado” seja ela qual for !! pois sabemos que não importa minha, a sua… enfim, a nossa opinião, mas qual direção [“manipulada” ou não] o movimento vai … mas daí ficar “acreditando” em papo de de experts e especialistas … só até um certo ponto; daí prá frente minha mente CONTRARIAN entra em ação… não tem jeito: sou assim!!

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    4. Mais um dia com PATRIMÔNIO>> Vamos ver até quando … investor em “imóveis” no brasil, que deveria ser uma atividade + segura e + rentável que os pares… passou a ser puramente financista-especulativa.

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    5. FUNDOS de FUNDOS: os vilões-destruidores de patrimônio

      >>> desde a queda de MAR do ano passado até o momento atual de tendência de aumento da SELIC, o que em tese prejudicaria o VP dos fundos investidos… a DESTRUIÇÃO do PATRIMÔNIO patrocidada pelos FdF é … gigantesca; observem o BPFF11, por exemplo: quase 40% de queda da cotação. DAqueles que perderam menos, cito 2: XPSF11 e HFOF11 e… VIFI11

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  11. Renato meu caro, o povo pediu para darmos um tempo no tema ‘covid/vacina’ e focarmos no tema investimentos

    Mesmo estando inter-relacionados, vamos focar em: FIIs, Ações Imobiliárias, Moedas, … deixar um pouco a política e saúde para os políticos e médicos

    Pode ser amigão? Dá essa força pra mim

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    1. Pô … faz umas DUAS semanas que não posto N-A-D-A, e mesmo assim querem me cancelar ?! -rsrrs É o mesmo caso do… mandato (sic) de prisão em FLAGRANTE por causa de um vídeo que já estava no ar fazia uns 2 ou 3 dias de publicação ? -rsrrs

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