Cantinho do Conejo

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Conejo10, o Eterno Embaixador dos FIIs

“more pelo menos uma vez numa cidade grande, mas vá embora antes que ela o endureça; more pelo menos uma vez numa cidade a beira-mar, mas vá embora antes que ela o amoleça”

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789 comentários sobre “Cantinho do Conejo

  1. Vai, filho, ser gauche na vida

    O que se diz a um filho, arquiteto, 32 anos de idade, solteiro, carioca, contratado do escritório do mais renomado arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer, quando avisa: – Pai, vou para Moçambique! ? Quem de nós não teve vontade de, na juventude, pegar a mochila e partir estrada a fora, como dizia aquele meu colega de rua, o Heitor Cabeção, depois de uma aula sobre Entradas e Bandeiras, Fernão Dias Leme e turmalinas “sem valor”: “Vamos procurar esmeraldas por aí?”. Pois foi isso que se deu com Guilherme, meu filho do meio. Antes, ele já tinha subido as escadas de Machu Pichu, não tomou banho do rio Ganges mas conviveu com indianos; em Berlim foi ajudante de cozinha e ator improvisado no curta LA BANDA LATINA, onde encarnou um traficante colombiano. Com a cabeça certamente voltada para seu mentor, é um daqueles que querem usar sua profissão para algum feito útil à humanidade. E Guilherme encontrou, através dos “Médicos Sem Fronteiras”, uma Organização Não Governamental com atuação nos países mais pobres do mundo, seja na Ásia, África, América do Sul e mesmo da Europa. A ONG vive de contribuições populares e, como a Cruz Vermelha, não visa o lucro. Seus membros recebem uma ajuda de mil euros no país de origem e ajuda de custo no local de trabalho. Todo ano MSF envia mais de 2.500 médicos, enfermeiros e outros profissionais a mais de 80 países, onde cooperam com 15 mil profissionais locais. Tem 5 sedes e 14 escritórios regionais espalhados pelo mundo e aceita contribuição em dinheiro de particulares. Guilherme inicialmente iria para a Ásia, a Armênia, mas um problema de agendas acabou lhe destinando Moçambique, no este africano, ao lado da ilha de Madagascar, onde se fala o português pois foi colônia lusitana. Lá deve ficar em princípio um ano, coordenando a construção de hospitais de combate à AIDS e também na infra- estrutura urbana, para evitar que, na época das monções, águas contaminadas com vírus, como o ebola, contaminem a água potável.

    Ao Guiga só posso lembrar os versos do Drumond: Quando nasci, um anjo torto, desses que vivem na sombra, disse: Vai, Carlos ser gauche na vida.

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  2. Nos anos setenta dei aulas de jornalismo na Universidade Federal Fluminense (Ética e Legislação e Jornalismo Comparado). Nas pesquisas de aula encontrei valioso material que foi objeto de aula. O que valia em 1940 vale mais ainda em 2017…

    A PRIMEIRA VÍTIMA

    Todo jornalista sabe que, na guerra, a primeira vítima é sempre a verdade. Eis, a seguir, como um fato – sinos que repicaram na Alemanha quando os Nazistas conquistaram a Bélgica, em 1939, foi sendo deturpado por razões puramente ideológicas: – Ao ser anunciada a queda de Antuérpia, foram tocados os sinos das igrejas (Jornal Zeitung, de Colônia, na Alemanha) – Segundo informa o Zeitung, o clero de Antuérpia foi obrigado a tocar os sinos das igrejas quando a fortaleza caiu (Le Matin, Paris) – De acordo com informações obtidas pelo Matin em Colônia, os padres belgas que se recusaram a tocar os sinos das igrejas, quando Antuérpia caiu, foram condenados a trabalhos forçados (Corriere della Será, Itália) – Informações fornecidas de Colônia via Londres, ao Corriere della Será, confirmam que os bárbaros conquistadores de Antuérpia, penduram os infelizes padres belgas de cabeça para baixo, como badalos vivos, nos sinos que eles heroicamente se recusaram a tocar (Le Matin, Paris).

    Assim, querido leitor, quando ler alguma notícia atacando determinado candidato , lembre-se que nesta guerra eleitoral onde vale tudo, saiba dar o devido desconto.

    (Este artigo faz parte de meu livro Vento Sul, Velho vento vagabundo – 50 anos de jornalismo)

    Curtido por 2 pessoas

  3. Outro dia, por deferência do Tetzner, republiquei aqui artigo anteriormente publicado em jornal catarinense e que consta de meu livro VENTO SUL VELHO VENTO VAGABUNDO retratando a vida de um pai hoje em dia.

    É lógico que PAI, ali, deve ser entendido como algo mais nobre, aquele ou aquela que cria o filho, sozinho ou partilhado.

    Mas existem aqueles que cumprem essa missão com garras, força, amor e determinação. É o ….

    Pãe(1)

    A geração atual forjou uma figura não menos heroica e guerreira – pãe.

    É o pai ou a mãe que, por opção, necessidade e talvez até por falta de opção, torna-se responsável único pela criação dos filhos. Essa figura que junta o desprendimento de quem é capaz de dar a vida com aquela que vira leoa quando sente os seus em perigo, está há muito merecendo festa em dobro.

    Pois um dia, uma hora, um momento, pode ser que a vida conjugal de desfaça, deixando no inventário filhos carentes, assustados, desamparados, sem norte.

    Mais do que prover as necessidades materiais da família ou desdobrar o coração fibra por fibra, o/a pãe ainda responde pelo preconceito por não ter evitado o lar desfeito, por criar uma pessoa que o parceiro não quis encarar, por enfrentar a realidade de, de repente, ficar só.

    Não vem ao caso se pãe é um pai que virou mãe ou mãe que acumula a figura paterna, mas de respeitar quem, no lugar de reclamar, vai à luta encontrando forças das quais não se sabia capaz.

    Isso é que é ser herói e guerreiro/a.

    (1) VANIO COELHO, advogado e jornalista aposentado. – Floripa (SC). Publicado inicialmente no DC de agosto de 2009.

    Retrato de Mãe(2)

    Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus; e pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça, pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude;

    Quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida, e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos;

    Forte, entretanto, estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões; viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.

    Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum; porque eu a vi passar no meu caminho.
    Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página: eles lhes cobrirão de beijos a fronte; e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria MÃE…

    (1) Don Ramon Angel Iara Bispo de la Serena – Chile (escrito num álbum)

    Curtido por 2 pessoas

  4. Conejo, busco sabedoria…

    Ano passado tive R$1.500,00 em prejuízo por causa da vendas que fiz de xted,HGLG,sdil,etc…

    Este ano com vendas de RNGO,BBPO e SAAG tive um lucro que para o prejuízo do ano passado + um lucro este que vai me fazer pagar 20% de IR sobre este valor.

    Minha dúvida:
    Pago o IR ou vendo mais uns FIIs no prejuízo para não pagar IR?
    Tenho alguns FIIs que tenho dúvidas se vão se recuperar no MP(EDGA por exemplo).

    Qual dos dois é melhor, pagar ou não pagar? Eis a questão…

    Curtido por 1 pessoa

    • Doce dúvida.
      Pagamos tantos impostos que é obrigação moral utilizar-se de mecanismos de isenção para não pagar mais impostos, pois estes não retornarão para você nem para o povo.
      Eu faria o seguinte: venderia o(s) fundo(s) com o maior prejuizo, e se for suficiente ou mais para isentá-lo do IR e, em seguida, compraria o mesmo fundo, realizando o prejuizo contábil e sem alterar suas cotas.
      Melhor pagar 1% de corretagem do que 20% sobre o lucro.

      Curtido por 2 pessoas

  5. A fímbria do tempo.
    Ou, como dizia nosso querido Cauby Peixoto, atendendo pedidos, aqui vai…

    O TRIUNFO DA VONTADE ou ONTEM AINDA EU TINHA VINTE ANOS…

    Será que é a letra do tempo que escreve nosso destino? Quem não se lembra de Marlene Dietrich seduzindo e levando à desgraça o respeitável e maduro professor Unrath em “O Anjo Azul”? Ou, como pergunta Diana Ross: Do you know where you’re going to? Do you like the things that life is showing you? (Você sabe para onde está indo? Você gosta das coisas que a vida está lhe mostrando?). Afinal, a quem Frank Sinatra pede uma segunda chance em Let me try again? Não é ele quem diz: Just forgive me or I’ll die. Please let me tray again.. (Ou você me perdoa ou morrerei. Por favor, deixe-me tentar de novo)…

    Não foi Edith Piaf, a que mais amou e menos foi amada, que cantava nas madrugadas de Paris : Non! Rien de rien/ Non! Je ne regrette rien. (Não! Nada vezes nada/ Eu não lamento nada) ? Opressor mesmo foi Charles Aznavour, esse franco-armênio de tantos sucessos mas que nos faz repensar a juventude em sua composição Hier encore: Hier encore j’avais vingt ans/…./Car mes amours sont mortes/ Avant que d’exister/ Mes amis sont partis/ Et ne reviendront pas/ Par ma faute j’ai fait / Le vide autour de moi/ Et j’a gaché ma vie/ Et mes jeunes années/ Du meilleur et du pire/ En jetant le meilleur..(Ontem ainda/ Eu tinha vinte anos/ … Pois meus amores morreram/ Antes mesmo de existirem/ Por minha culpa eu fiz/ O vazio ao meu redor/ E eu dissipei minha vida/ E meus jovens anos/ Do melhor e do pior/ Descartando o melhor)…

    E para aqueles que não tem mais 20 anos há algum tempo, quando o telefone tocar não fique rezando para que não seja para você: como o seu sangue, circule pelos acontecimentos. Afinal, a vida é curta demais para se cultuar o tédio….

    Curtido por 2 pessoas

  6. Na solidão dos Ingleses, tendo como única companhia meu cão engarrafado numa garrafa de Chivas, me ponho a meditar sobre como a vida é breve. Então o pensamento que não posso controlar divaga pelo passado, vai retornando aos amigos de infância, as primeiras namoradinhas, à terra natal, ao ventre materno, à posição fetal. E a nostalgia, o arrependimento, a dúvida se segui as trilhas certas ou como seria minha vida se em vez de Joana me casasse com Cacilda, se em vez de Curitiba tivesse ido para Porto Alegre, se em vez de jornalismo tivesse escolhido o magistério, ou a magistratura, ou montado negócio próprio? Como saber o que teria sido melhor? Leia esse artigo publicado inicialmente no DC de 18 mai 2008 e depois me responda, se fores capaz…

    QUANTOS AMIGOS VOCÊ JOGOU FORA?

    Quantas vezes nos recusamos a abrir o lado oculto da alma por receio de enfrentar nossos próprios demônios, nossos passados mal resolvidos e que, para enfrentá-los necessitamos de um litro de whiskey ao lado? Como fazer uma lista de grandes amigos, aqueles que mais víamos há dez anos atrás: quantos você ainda vê todo dia e quantos você já não encontra mais? Listar os sonhos que tínhamos e desistimos de sonhar! Amores jurados como eternos que não conseguimos preservar…. Onde você melhor se reconhece: na foto passada ou no espelho de agora? Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora? Quantos segredos que você guardava e hoje são bobos, ninguém quer saber? Quantas mentiras você condenava e, para sobreviver, quantas teve que cometer? Quantos defeitos sanados com o tempo e que eram o melhor que havia em você? Quantas pessoas que você amava, acredita que hoje amam você?
    Bem que eu gostaria de ter construído esses versos, mas já foram cantados por Oswaldo Montenegro, na sua lindíssima “A Lista”. É que não foi possível resistir à inexorável vontade de partilhá-los com meus mais nobres leitores, aqueles que têm alma de poeta e olhos de Sinatra, Ainda bem que, como nos lembra Bob Marley, “Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar. Por isso não devemos chorar pelo que foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso nunca se vai para sempre”.

    Curtido por 10 pessoas

  7. O apreço não tem preço

    Estava pregado no quadro de avisos da uma empresa um poema (falsamente atribuído a Vinicius de Moraes) com o título de “Procura-se um amigo”. É um verdadeiro achado, daqueles que nós é que gostaríamos de ter escrito. Diz o poema, em certo trecho: Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. A amizade é um dos temas mais gratos e gratificantes do gênero humano. Não há língua que ainda não tenha descrito a amizade, como os americanos “Amigo é aquele que sabe o pior a teu respeito e assim mesmo continua a gostar de ti”. Ou africano: “A amizade é um caminho que desaparece na areia, se não se pisa constantemente nela”; chinês: “A prosperidade traz amigos, a adversidade os afasta”; português: “Antes um inimigo do que um mau amigo”. Os romanos advertiam: “Censura teus amigos na intimidade e elogia-os em público”. Inglês: “Não há pior inimigo que um falso amigo”; francês: “O melhor espelho é o olhar de um amigo”; mongol: “O vitorioso tem muitos amigos, mas o vencido tem bons amigos”; italiano: “Quem de todos é amigo, ou é muito pobre ou rico”; nigeriano “Segure um verdadeiro amigo com ambas as mãos”. E como hoje é domingo, não se esqueça que “Quem é amigo de todos, não é de ninguém. Afinal, Deus mora onde o deixam entrar”.

    Conheça na íntegra o poema: Procura-se um amigo

    [Nota: este texto corre meio mundo como sendo de Vinicius, mas não é. A sua Obra Completa, Editora Aguilar, não o registra; muito menos o registra a página oficial, mantida pela família do poeta. O pior é que cada diz este absurdo mais cresce. ]

    “Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor…. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.”

    Curtido por 3 pessoas

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