Cantinho do Conejo

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Conejo10, o Eterno Embaixador dos FIIs

“more pelo menos uma vez numa cidade grande, mas vá embora antes que ela o endureça; more pelo menos uma vez numa cidade a beira-mar, mas vá embora antes que ela o amoleça”

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685 comentários sobre “Cantinho do Conejo

  1. Porque hoje é sábado uma de minhas crônicas no livro VENTO SUL VELHO VENTO VAGABUNDO (50 anos de jornalismo):

    Takanaka e Tucuruca
    Nada aproxima tanto um pai de seus filhos quando ele conta historinhas infantis, à beira da cama, antes de dormirem.
    Talvez porque estão satisfeitos (comeram, beberam, brincaram) materialmente, talvez porque naquele momento têm unicamente para si seu tão atarefado pai, ou talvez mesmo pela alegria em ouvir uma história, qualquer história, mesmo repetida.
    Criei para meus filhos dois personagens: um japonês perito em artes marciais, a quem dei o nome de
    Takanaka, e um índio aculturado, cheio de filosofia popular (do tipo que diz pau que bate em Chico bate em Francisco) de nome Tucuruca.
    Juntos, enfrentavam as mesmas aventuras de Robson Cruzoé, de Batman, Zorro, Ali Babá. Eram leais, combativos, desassombrados, protetores dos humildes e praticavam o bem e sempre venciam. Andavam de porta- aviões, de submarino, nas pernas de pterodactilos e até de canoa. Enfrentavam jacarés e crocodilos, cataratas, enchentes, incêndios, qualquer desarranjo da natureza. Pouco dormiam, pouco comiam, muito lutavam.
    Pois corra a fazer aquilo que talvez nunca mais tenha oportunidade! Lembre-se que a vida é curta e desperdiçá-la é pecado. Logo mais, quando os ponteiros do relógio de encontrarem e soarem a doze badaladas que indicam o Ano-Novo, dê uma guinada e abrace seu inimigo (mas sem esquecer de beijar os amigos). Se é fato de quem não tem inimigos também não tem amigos, também é fato que mudar de calçada depende muito mais de nós do que de outros.
    E não esqueça: quem corta a própria lenha se aquece duas vezes…

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  2. Nobre amigo Vanio Coelho, o Embaixador dos FIIs e nosso Conejo10,

    Obrigado por mais um ano de muitas alegrias, pelos conselhos paternos e pela sinceridade das palavras.

    Foi um tempo difícil, precisamos desmontar tudo para depois reconstruir e agora vemos o arranha céu de novo tocando as nuvens 🙂

    Sem dúvida alguma fostes os cimento que uniu os tijoleiros e também os papeleiros da nossa comunidade, a cada dia maior, mais unida e mais forte que nunca.

    Aprecie com moderação esse chivas ai, continue aguçando nossas mentes e enriquecendo de conhecimento deste espaço que é NOSSO.

    Que 2017 seja um Ano de Paz, Harmonia e Prosperidade para Todos nós e nossas famílias 😀

    Curtido por 4 pessoas

    • Resistir, quem há de?
      Como ler uma declaração pública de amizade respeitosa e não ficar entorpecido, inerte e sem capacidade de reação?
      Estou neste blog quase desde o começo não apenas porque acho que tenho alguma coisa a dizer, o que tenho mesmo é aprendido com vocês – e me sentido bem. Agora como responder a altura uma homenagem desse quilate?
      Recorro a meu livro Vento Sul Velho Vento Vagabundo e ali encontro um texto escrito há uns 10 anos mas que neste momento reflete minha alma, nua e despida de máscaras. Tetzner, você tem se revelado uma pessoa cada vez melhor, o que honra seus amigos e premia seus admiradores.
      Obrigado por me permitir estar entre esses.

      “O TRIUNFO DA VONTADE

      Será que é a letra do tempo que escreve nosso destino?

      Quem não se lembra de Marlene Dietrich seduzindo e levando à desgraça o respeitável e maduro professor Unrath em “O Anjo Azul”?

      Ou, como pergunta Diana Ross: Do you know where you’re going to? Do you like the things that life is showing you? (Você sabe para onde está indo? Você gosta das coisas que a vida está lhe mostrando?).

      Afinal, a quem Frank Sinatra pede uma segunda chance em Let me
      try again? Não é ele quem diz: Just forgive me or I’ll die. Please let me tray
      again. (Ou você me perdoa ou morrerei. Por favor, deixe-me tentar de novo)…

      Não foi Edith Piaf, a que mais amou e menos foi amada, que cantava nas
      madrugadas de Paris : Non! Rien de rien/ Non! Je ne regrette rien. (Não! Nada
      vezes nada/ Eu não lamento nada) ?

      Opressor mesmo foi Charles Aznavour, esse franco-armênio de tantos sucessos mas que nos faz repensar a juventude em sua composição Hier encore: Hier encore j’avais vingt ans/…/Car mes amours sont mortes/ Avant que d’exister/ Mes amis sont partis/ Et ne reviendront pas/ Par ma faute j’ai fait / Le vide autour de moi/ Et j’a gaché ma vie/ Et mes jeunes années/ Du meilleur et du pire/ En jetant le meilleur.(Ontem ainda/ Eu tinha vinte anos/ … Pois meus amores morreram/ Antes mesmo de existirem/ Por minha culpa eu fiz/ O vazio ao meu redor/ E eu dissipei minha vida/ E meus jovens
      anos/ Do melhor e do pior/ Descartando o melhor)…

      E para aqueles que não tem mais 20 anos há algum tempo, quando o telefone tocar não fique rezando para que não seja para você: como o seu sangue, circule pelos acontecimentos.

      Afinal, a vida é curta demais para se cultuar o tédio…

      Curtido por 4 pessoas

      • Obrigado Conejo pelos seus conselhos. Não deixo de ler uma postagem sua, pois sei que vem com muito respeito, classe e, sobretudo, muito conhecimento. É muito bom poder contar com você nesse espaço! Um grande abraço, e que 2017 seja fantástico para todos nós!

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      • Realmente, Investidor, fico triste quando vejo ironia e impaciência por aqui. As velhas árvores se dobram ao vento e sobrevivem, os gravetos se quebram na primeira ventania, nem precisa ser um vento muito forte. Mas acho que nosso blog também soube se dobrar aos ventos mais fortes e agora colhe seus méritos. Longa vida ao blog Tetzner.

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  3. Triste mensagem na manchete da Folha de S. Paulo de hoje: 88% dos brasileiros acreditam que somente o Senhor Jesus é capaz de conseguir dinheiro. Outro dia um desses crentes jurava para o “bispo” que o Senhor Jesus DEPOSITOU 60 mil reais na sua conta bancária.
    Enquanto 12% da população produz para si e para sua família, 88% ficam à espera do “milagre”
    Triste trópico.
    Assim não temos como superara linha da miséria.
    Nove entre dez brasileiros atribuem a Deus sucesso financeiro

    DE SÃO PAULO (*)

    Nove entre dez brasileiros dizem que seu sucesso financeiro se deve a Deus, mostra pesquisa Datafolha.

    A porcentagem supera 90% entre os religiosos, é de 70% entre os sem religião e aparece até mesmo entre os que se declaram ateus: 23% concordam com a declaração.

    Quanto menor a escolaridade e menor a renda, maior a gratidão a Deus pelas conquistas terrenas.

    Ainda assim, são 77% os graduados que atribuem responsabilidade divina às finanças, e 7 entre 10 entre os que têm renda mensal acima de 10 salários mínimos (R$ 8.800, pelo valor atual).

    “Todo o sucesso financeiro da minha vida eu devo, em primeiro lugar, a Deus” – % dos que concordam

    DINHEIRO DOS OUTROS

    A disparidade de opinião entre os mais e menos escolarizados, ou entre os mais e menos ricos, fica ainda mais ampla quando se trata do dinheiro dos outros.

    Um terço de quem fez até o ensino fundamental e 28% dos que ganham até R$ 1.760 por mês concordam com a frase “As pessoas pobres, em geral, não têm fé em Deus, e por isso não conseguem sair dessa situação”.

    Em contraposição, são apenas 9% os graduados que atribuem pobreza à falta de fé, mesmo índice dos que ganham mais de R$ 8.800.

    “As pessoas pobres, em geral, não tem fé em Deus, e por isso não conseguem sair dessa situação” – Você concorda com a frase?

    O Datafolha ouviu 2.828 brasileiros maiores de 16 anos selecionados por sorteio aleatório, em amostragem representativa da população.

    Feita em 174 municípios, a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos (nível de confiança de 95%).

    RELIGIÃO E ECONOMIA

    As origens da pobreza e as soluções para ela são vistas de forma diferente pelos dois principais grupos cristãos do país: católicos e evangélicos –termo que, no Brasil, designa os protestantes históricos, os pentecostais e os neopentecostais.

    Há uma parcela maior (28%) de evangélicos que acham que é a falta de fé em Deus que impede os pobres de deixarem essa condição.

    E enquanto a caridade é a solução mais citada pelos católicos, para os evangélicos a melhor saída para os pobres é levá-los para a igreja, segundo pesquisa do Instituto Pew com 2.000 brasileiros.

    A prática, porém, é outra, mostram os dados. Os protestantes são mais ativos não apenas em arrebanhar fiéis para suas igrejas (43% deles, contra 14% dos católicos).

    Eles também fazem mais caridade (63%, contra 45% dos católicos) e suas igrejas ajudam a achar emprego para seus membros (56%, contra 35% dos católicos).

    “Aqueles que creem em Deus, quando morrerem, irão para o Céu e terão uma vida eterna” – Você concorda com a frase?

    NOVO CAPITALISMO

    “Os evangélicos estão muito mais conectados com a experiência cotidiana”, diz o professor de antropologia da Unicamp e pesquisador do Cebrap Ronaldo de Almeida.

    ….
    …..

    Assim como o protestantismo foi capaz de apoiar o progresso financeiro e o lucro no início da modernidade, as religiões evangélicas conseguiram atualizar seus costumes e hábitos para se adaptar ao novo capitalismo mundial.

    “O discurso de que os fiéis são capazes de ‘se virar’, virar patrões de si mesmos, cria um outro ‘éthos’ adequado a momentos de precariedade.”

    A Igreja Universal do Reino de Deus, que reúne 8% dos evangélicos, organiza cursos de empreendedorismo e programas de geração de renda: a maioria absoluta (57%) de seus membros ganha até dois salários mínimos por mês.

    AS IGREJAS E A POBREZA – Em %

    A Universal é a maior representante do grupo neopentecostal, cuja teologia da prosperidade defende o sucesso material nesta vida como bênção divina, que é estimulada pelo dízimo.

    Apesar de ter parcela maior de fiéis mais pobres, a Universal é a que recebe o maior valor médio mensal de seus membros, segundo a pesquisa Datafolha.

    São R$ 96,5 por mês, contra R$ 70,3 da Assembleia de Deus (21% dos evangélicos) e R$ 95,8 dos batistas (segunda maior igreja evangélica, com 13% desse grupo).
    (*) Editado em respeito aos direitos autorais. Ler no jornal a íntegra da reportagem.

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    • Vi esta reportagem, embaixador. E me chama a atenção como o brasileiro é analfabeto funcional: 23% dos que se dizem ateus concordam com a frase-estimulo do Ibope: “todo sucesso financeiro eu atribuo à Deus”. Não devem ter entendido alguma parte das perguntas, pq isso não faz sentido nenhum. Trabalho c pessoas, e vejo o quanto é difícil a compreensão de uma frase mais comprida/mais complexa (não muito).

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      • Concordo, Richie. Li uma vez a opinião de um expert em opinião pública. Ele dizia o seguinte: o público não sabe o que quer, mesmo que pensa que sabe… Lá pelos anos 60 foi lançado nos Estados Unidos um automóvel que atendia à demanda popular de acordo com uma pesquisa – cor, numero de lugares e portas etc. No entanto foi o maior fracasso na história automobilística.
        O problema de o povo acreditar em intervenção divina não é apenas a ignorância, você vai encontrar pessoas cultas e intelectuais que abraçam uma religião. É a massagem cerebral: há um espírito maligno impedido que você progrida. E quando você fizer tudo o que o pastor mandar, e nada dá certo, o pastor lhe culpará alegando que você deu pouco dinheiro ou então porque você não tem fé suficiente. Dirá também que você não vai para a frente porque Deus está lhe testando. O pior é o curandeirismo transmitido ao vivo pelas tvs alugadas pelos bispos no horário nobre, pessoas cuja fé os cura mas depois desaparecem e você não fica sabendo que a doença voltou, a crença e a fé fazem milagres mas não podem reverter certas doenças quando o corpo já está tomado. Essas pessoas acabam sem saúde, sem emprego e até sem casa.

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  4. Companheiros, a reforma da previdência não me diz respeito pois já sou aposentado. Mas fico pensando em meus filhos que não estão ai para nada.

    O artigo a seguir é um spam que me chegou mas me pareceu fruto de um demorado estudo sobre o assunto e, sobretudo, quanto a uma previdência complementar. 

    Procurei retirar as partes que conduzem à promoção dos autores do estudo e alguma coisa pode ter me escapado.
    Sugiro darem uma lida no artigo no sentido de se sentirem melhor informados para uma tomada de posição.

    COMO OS GRANDES BANCOS ESTÃO DESTRUINDO A SUA PREVIDÊNCIA.

    … e vão impedir o projeto de vida da sua família

    Descubra agora mesmo por que os planos oferecidos pelo seu gerente podem deixar você na miséria…
    … e conheça os 5 melhores fundos VGBL/PGBL para garantir sua aposentadoria com renda 3x maior

    Caro leitor,
    Você trabalha duro e contribui mensalmente para o INSS, mas sabe que isso não basta para lhe garantir um futuro digno.
    Por isso contratou um plano de Previdência Privada, transferindo parte do seu salário para o fundo indicado pelo gerente do banco.
    “Estou fazendo tudo certo”, você pensa. E dorme tranquilo.
    Sua atitude é louvável, mas sinto muito: você NÃO está fazendo tudo certo.
    Sua Previdência NÃO vai lhe dar a tranquilidade que tanto deseja.
    Pelo contrário.
    Passando a falsa ilusão de que está tudo bem encaminhado, os planos de Previdência acabam contribuindo para que o brasileiro termine a vida na miséria.
    Sem condições de bancar a faculdade dos filhos…
    Sem as viagens que desejava fazer com a família…
    E sem acesso a bons planos de saúde justamente quando mais precisamos deles.
    Veja bem. Não estou aqui para fazer terrorismo em cima de um assunto tão sério.
    Mas, infelizmente, talvez eu seja a única em condições de lhe revelar as informações a seguir.
    Meu nome é Luciana Seabra. Sou especialista em fundos de investimento e trabalho na Empiricus Research, a maior consultoria financeira do País.
    Por não ter rabo preso com bancos, corretoras ou gestoras de investimento, tenho liberdade total para lhe dizer com todas as letras:
    Ou você muda de plano agora, ou não receberá lá na frente aquilo que espera. Poderá inclusive FICAR SEM NADA, em situação próxima da miséria.
    Digo isso com a segurança de quem passou uma vida pesquisando.
    Nos últimos meses, minha equipe e eu analisamos 2.610 planos ativos de Previdência e pudemos constatar que a esmagadora maioria não joga no time do cliente.
    Na verdade o que eles fazem é jogar contra. E o seu plano não foge à regra.
    Vou lhe provar por A+B por que seu plano de Previdência está atrapalhando – e até mesmo impedindo – a realização do seu projeto de vida.
    Você descobrirá agora mesmo quais são as três características que envenenam os planos de Previdência e quem é o MAIOR VILÃO de todos os fundos do setor.
    A revelação é estarrecedora.
    Popular, gigantesca e altamente destrutiva, esta seguradora cuida de quase um terço do mercado ativo de Previdência no País e está sorrateiramente destruindo o sonho de milhões de cidadãos.
    Mas meu estudo não termina por aí.
    De nada vale levantar um problema tão grave e apontar os culpados sem propor uma solução prática.
    Por isso, mostrarei a você quais são os 5 melhores fundos VGBL/PGBL do mercado dentre os 2.610 planos analisados.
    Você entenderá claramente a diferença que faz em sua vida ter um bom plano de Previdência no lugar de um plano reconhecidamente ruim.
    Tenho certeza de que este alerta será determinante para que você não incorra no erro da maioria e garanta de vez o seu futuro.
    Ainda dá tempo.
    A Previdência Pública ficou insustentável
    A primeira regra básica para quem deseja ter uma aposentadoria tranquila é:
    Não deixe o seu plano de vida e o futuro financeiro da sua família nas mãos do governo.
    “A Previdência está quebrada”, você escuta por aí.
    Mas talvez não tenha ainda a dimensão exata da gravidade do problema.
    Os números são assustadores.
    No início dos anos 60, cada casal no Brasil tinha por volta de 6,3 filhos.
    Essa média obviamente caiu ao longo dos anos. Sabe para quanto?
    Atualmente, para menos de 2 filhos (1,7 para ser mais precisa).
    Natural. Os pais trabalham, a escola é cara, o plano de saúde também é caro e, sem tempo e sem dinheiro, fica difícil prover tantos filhos como na época de nossos avós.
    O problema é que, para uma população se manter ao menos estável – sem diminuir –, é preciso que cada casal tenha em média 2,1 filhos.
    Só que muitos param no primeiro.
    A população brasileira está envelhecendo.
    Enquanto o número de crianças e adolescentes começa a diminuir, a expectativa de vida da população cresce a cada ano.
    Natural que cheguemos a 2050 com mais idosos que crianças e adolescentes.
    Onde isso estoura? Na Previdência Pública, claro.
    Todo ano há no Brasil 3,5% a mais de pessoas acima de 65 anos – os chamados idosos. Só que apenas 0,7% a mais ingressa anualmente no mercado de trabalho.
    Quer dizer, 0,7% entra para sustentar os 3,5% que chegam aos 65 anos.
    A conta obviamente não fecha e compromete a saúde financeira do País, já que a Previdência representa atualmente 47% dos gastos públicos e cresce, todo ano, algo perto de 4% acima da inflação.
    Isto é, quase metade dos gastos da Nação cresce anualmente 4%, não importando se o País arrecadou mais ou menos.
    É como uma família que tem seu aluguel reajustado todo ano acima da inflação sem que seus integrantes recebam aumento de salário.
    Qual a conclusão?

    O governo não tem alternativas.
    É preciso mexer o quanto antes nas regras da Previdência. Caso contrário, ela quebrará de vez e você não receberá um centavo do que contribuiu ao longo dos anos. Muito menos seus filhos ou netos.
    Então se o governo fizer a tal reforma previdenciária, o problema se resolve?
    Para os cofres públicos, sim. Já para a sua reserva financeira…
    Você receberá sua aposentadoria, mas um valor muito inferior ao que um aposentado ganha atualmente.
    E olha que o aposentado de hoje já recebe bem menos que o de ontem.
    O de amanhã receberá ainda menos que o de hoje.

    Se em 2004 eles recebiam 10 salários mínimos de teto, em 2014 a remuneração já havia despencado para 6,1 salários.
    Com uma projeção de inflação média de 5% e crescimento do PIB de 2% ao ano, até 2024 o teto do INSS será de apenas 5 salários mínimos.
    Ou seja, em 20 anos, o valor máximo pago aos aposentados terá se reduzido à metade.
    E estou falando do valor máximo, nós sabemos que a maioria recebe bem menos que isso.
    Portanto, não se espante se, num futuro relativamente próximo, todos os aposentados ou pensionistas do INSS receberem apenas UM SALÁRIO MÍNIMO – ou algo bem próximo disso.
    Você conseguiria viver com um salário mínimo?
    Acredito que não.
    É por isso que, para ter uma condição melhor, muita gente já está fazendo…
    Uma Previdência por conta própria
    São os famosos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

    O pensamento está correto. É realmente importante se preocupar com o futuro e buscar um plano de Previdência Privada para complementar a Pública.
    Então qual é o problema?
    Apenas um: boa vontade não é o suficiente.
    De que adianta guardar dinheiro todo mês para colocá-lo num plano de Previdência medíocre?
    No final, você sacrifica os prazeres atuais sem garantir o futuro que almeja.
    Acaba saindo menos em casal para jantar e não junta o suficiente para a faculdade do filho.
    Abre mão de um carro mais confortável, só que o dinheiro economizado não lhe permite viajar o tanto que gostaria.
    Faz hora extra para guardar dinheiro, mas é obrigado a trabalhar até os 70 anos – provavelmente mais.
    Não é isso que você deseja para a sua vida, concorda?
    Mas, infelizmente, é o que está se desenhando para a maioria.
    É para onde você pode estar caminhando neste exato momento.
    Por quê?
    Simplesmente porque os fundos de previdência VGBL/PGBL são predominantemente ruins.
    Ruins, não. Péssimos. Chegam a ser criminosos.
    Motivos? Basicamente três:
    a) Taxa de carregamento abusiva;
    b) Taxa de administração corrosiva; e
    c) Concentração apenas em Renda Fixa.
    Há atualmente R$ 552 bilhões investidos em fundos assim (18% dos R$ 3,1 trilhões de toda a indústria de fundos).
    Trata-se do segmento que mais cresce nessa indústria, com os fundos de maior patrimônio do mercado.
    Entre eles, o Maior Vilão do setor.

    Mesmo com taxa de carregamento abusiva, taxa de administração corrosiva e concentração em Renda Fixa, os planos da Brasilprev são os mais populares do mercado.
    Justamente por isso seu estrago na sociedade é maior.
    São R$ 147,6 bilhões administrados pela Brasilprev, ou seja, quase um terço do volume financeiro dos fundos ativos.
    Fico desolada ao ver as pessoas colocando seu dinheiro suado em planos de Previdência tão ruins.
    Por outro lado, compreendo a dificuldade de se escolher algo bom.
    Passei meses analisando cada um dos 2.610 planos disponíveis no mercado até encontrar algo de qualidade.
    O cidadão comum não tem todo esse tempo para pesquisar e geralmente opta pela Previdência oferecida no trabalho ou, o que é pior, pelo plano medíocre que o gerente empurra só para bater sua meta de vendas.
    Você sabia que a Previdência é um dos produtos que melhor comissionam o gerente? Não é à toa que ele insiste tanto para você comprar.
    Felizmente isso vai mudar.
    A partir de hoje, seu plano de Previdência Privada não irá mais atrapalhar a realização de seus projetos de vida.
    Não é justo que você termine na miséria depois de todo esforço que vem tendo para juntar dinheiro.
    Vou lhe mostrar exatamente o que fazer para salvar de vez a sua aposentadoria.
    Mostrarei também como fugir das armadilhas de seu banco e investir num plano honesto, que cumpre o objetivo de trazer mais tranquilidade ao seu futuro e o de sua família.
    Encontrei 5 fundos VGBL/PGBL que atendem exatamente a esse propósito.
    Nenhum dos 5 carrega os vícios dos fundos oferecidos pelos Grandes Bancos.
    Na verdade, dois desses fundos até podem ser encontrados no Itaú e no Bradesco, mas o gerente prefere não falar deles.
    Eles são oferecidos apenas para os clientes milionários do Private Banking, para que o dinheiro deles não saia do banco.
    Para o cliente comum, o gerente prefere oferecer os produtos tradicionais, que vêm…
    … Mal embalados e com péssimo recheio
    Você tem um plano VGBL?
    Então já deve ter noção de como esses investimentos funcionam.
    O gerente chega todo simpático, fala dos benefícios fiscais do plano, faz umas projeções interessantes de aposentadoria, oferece um café e imprime o contrato.
    A maioria das pessoas sente um peso saindo das costas a cada rubrica, afinal, está fazendo “algo bom” para o seu futuro.
    O alívio é tamanho que assinam o documento sem dar a devida importância à primeira desvantagem do plano oferecido.
    Essa desvantagem toma de cara uma fatia do seu bolo.
    É a…

    a) Taxa Abusiva de Carregamento
    Ela serve para “cobrir as despesas do banco” com o plano.
    Bem, isso é o que eles dizem.
    Mas, se essa taxa é tão fundamental para “cobrir despesas”, por que algumas corretoras e seguradoras isentam seus clientes dela?
    Pois é, há muitos planos por aí que não cobram nada pelo carregamento, ou que ao menos praticam percentuais bastante inferiores.
    Enquanto isso, os grandes bancos mordem 3%, 5%, 8%… até 10%!
    Você investe R$ 1.000, o banco toma R$ 100 – lá se foi um jantar.
    Aplica R$ 20.000, e R$ 2.000 são surrupiados – você ficará sem o tablet que tanto desejava.
    Transfere R$ 100.000 para a Previdência, mas R$ 10.000 nem chegam a entrar no fundo.
    É como pagar por uma semana em um resort na praia e não embarcar, ficando no escritório resolvendo as pendências do trabalho.
    Ou então se matricular no curso caro da especialização que tanto precisa, mas ser impedido de assistir boa parte das aulas.
    Pois é justamente isso que a taxa de carregamento faz, privando você de certas realizações sem qualquer pudor.
    Uns cobram a taxa de carregamento na entrada, outros preferem na saída e há ainda aqueles que cobram na entrada e na saída.
    Só não cobram no meio porque a legislação não permite.
    De todo modo, a cada novo depósito o carregamento abusivo está lá, sem dó.
    Aí, em vez de ir ao cinema com os filhos ver o novo filme da Disney, quem passeia com a família é o banqueiro.
    Faz sentido trocar o sorriso do seu filho pelo carregamento do banco?
    As perdas não param por aí.
    A taxa abusiva de carregamento é apenas a embalagem ruim de um produto cujo recheio consegue ser ainda pior.
    Isso porque é no recheio que se encontra a…

    b) Taxa Corrosiva de Administração
    É ela que derruba de vez a rentabilidade do fundo.
    Pense comigo. Se um VGBL de Renda Fixa tem como parâmetro acompanhar o CDI, o natural é que ele renda no mínimo algo perto dos atuais 14,13% ao ano do índice de referência.
    Afinal, pra que você vai fazer uma aplicação de longo prazo se não é para ganhar ao menos o CDI?
    Só que via de regra não é isso o que acontece, e a corrosiva taxa de administração responde por boa parte desse resultado ruim.
    Com retornos abaixo de 60% do CDI, esses fundos certamente estão entre os piores do mercado.
    Santander, Bradesco e Itaú só não alcançaram o posto de Maior Vilão porque seus fundos têm patrimônio bem inferior aos da Brasilprev.
    Os três bancos particulares destroem o projeto de vida de menos famílias.
    Já a Brasilprev atinge uma parcela maior da sociedade, com fundos que retornam 58% do CDI, como vimos na tabela, e também fundos como o Brasilprev RT Fix II FIC Renda Fixa, que oferece 85% do CDI e tem nada menos do que R$ 39 bilhões de patrimônio.
    Apesar de superior aos 58% do CDI, o percentual de 85% está longe de ser um bom retorno para quem deseja construir sua Previdência.
    Isso é o que nosso Maior Vilão costuma pagar ao investidor: míseros 85% do CDI.
    Consegue imaginar o estrago que isso provoca ao longo de 20 anos?
    Vou ajudá-lo nas contas.
    Sabe quanto você teria hoje se tivesse 20 anos atrás investido R$ 100 mil num plano de Previdência Privada?
    Essa pergunta faz mais sentido do que os simuladores adotados pelos Grandes Bancos, que calculam quanto o investidor juntará no futuro sem terem a menor ideia de quanto será a inflação ou o CDI dos próximos anos.
    Ao menos neste exemplo utilizaremos números reais, com os dados do período.
    Então voltemos no tempo, para 1996.
    O Brasil de Romário era o campeão mundial de futebol e a economia passava por um processo de estabilização com o Plano Real.
    Temos R$ 100 mil para investir e duas alternativas de fundos.
    A primeira é o Fundo Vilão, com carregamento abusivo (até 10%) e taxa de administração corrosiva, derrubando a rentabilidade para 85% do CDI, como é oferecida pelo Maior Vilão do setor.
    Já a segunda é o Fundo Justo, que não cobra carregamento e tem uma taxa de administração que não compromete a rentabilidade do fundo, de 100% do CDI.
    Quanto você acumularia hoje de patrimônio em cada uma das situações?
    Para realizar a conta, utilizei a Calculadora do Banco Central.
    Para o Fundo Vilão, temos os seguintes números:

    Note que o valor investido é de apenas R$ 90 mil porque R$ 10 mil foram de cara tomados pelo carregamento.
    Aplicando 85% do CDI ao longo de 20 anos, o valor corrigido na data final é R$ 1,07 milhão.
    Ao resgatar o dinheiro e recolher o imposto regressivo de 10%, você chega a R$ 974 mil.
    Parece bom, mas veja o quanto você teria acumulado com o Fundo Justo, sem a taxa de carregamento e rendendo 100% do CDI:

    Pois é, R$ 1,84 milhão. Recolhendo o Imposto de Renda regressivo de 10%, R$ 1,67 milhão.
    Bem diferente, não?

    Acumular R$ 700 mil a mais com uma simples mudança de plano é simplesmente formidável.
    É como acrescentar um imóvel ao seu patrimônio sem qualquer esforço.
    Mas a diferença não termina por aí.
    Faltou lhe contar a terceira característica que derruba o desempenho de seu plano VGBL.
    Seu recheio poderia até ser melhor se ele não fosse tão…

    c) Concentrado em Renda Fixa
    Você certamente já ouviu dizer que comprar ações de boas empresas é um ótimo investimento de longo prazo.
    Os maiores investidores do mundo costumam enriquecer assim.
    Mas espere aí… Previdência Privada é o principal investimento de longo prazo!
    Logo, toda Previdência deveria ter em seu portfólio ao menos um pouco de ações e moedas estrangeiras.
    Nada mais lógico, não? A estratégia é perfeita para quem deseja usufruir de uma vida longa e próspera.

    Só que não é bem assim que a banda toca por aqui.
    Incríveis 92% dos fundos de Previdência são “ilógicos”, isto é, investem apenas em Renda Fixa.
    Aí o investidor fica privado dos grandes saltos da Bolsa, que poderiam turbinar seu fundo de Previdência.
    Quer um exemplo?
    Só nos últimos 12 meses, um dos 5 fundos que selecionei para minha carteira rendeu +145,37% do CDI. Como? Com parte de seu portfólio investido em Renda Variável, ou seja, ações.
    É claro que não podemos garantir um desempenho assim todos os anos durante duas décadas, mas não há qualquer exagero em estimar nossas contas com um percentual inferior. Suponhamos algo em torno de +120% do CDI.
    Se chamamos os fundos anteriores de Vilão e Justo, este aqui seria o Fundo Turbinado:

    Agora a diferença grita. Se com 100% do CDI era possível acumular R$ 1,84 milhão, com 120% chegamos a R$ 3,3 milhões.
    Recolhendo o imposto regressivo de 10%, ainda sobram R$ 2,98 milhões.

    Não é preciso fazer muita conta para perceber a diferença.
    Ao sair de um Fundo Vilão, você tem a possibilidade de TRIPLICAR seu patrimônio, seja qual for a sua condição financeira.
    Não importa se você fez um investimento inicial de R$ 100 mil ou se vem fazendo aportes mensais de R$ 1.500, R$ 1.000 ou R$ 500.
    A lógica é exatamente a mesma.
    Você pode escolher entre pagar um carregamento abusivo e deixar seu dinheiro rendendo corrosivos 85% do CDI por 20 anos ou…
    Investir num plano melhor, com taxas justas e rentabilidade turbinada por Renda Variável e Renda Fixa a 100% do CDI.
    Mas voltemos ao exemplo dos R$ 100 mil.
    O objetivo é ter uma renda recorrente na aposentadoria, não é mesmo?
    Uma renda que lhe permita ter uma vida tranquila junto dos familiares, sem passar sufoco.
    Sem cair na miséria como boa parte dos brasileiros, inclusive investidores de previdência.
    Sem depender de ninguém.

    Pois então, ao investir os R$ 100 mil por 20 anos num Fundo Vilão, você teria acumulado R$ 974 mil.
    Será que esse patrimônio é suficiente para viver de renda pelo resto da vida?
    Depende de duas variáveis.
    Primeiro, do padrão de vida que você deseja. Depois, de quanto tempo você vai viver, que esperamos ser muitos anos.
    Caso você queira ter um bom plano de saúde para sua família, curtir uma viagem de vez em quando, fazer passeios e sair para jantar, vai precisar de no mínimo uns R$ 15 mil por mês – cerca de R$ 5 mil serão apenas para os gastos do casal com saúde.
    Nessas condições e com seu patrimônio de R$ 974 mil rendendo 3% ao ano acima da inflação, você teria 5 ou 6 anos de conforto pela frente.
    Caso também recebam o INSS, pode chegar a 9 anos – quem sabe 10.
    É pouco num mundo onde a expectativa de vida cresce a cada dia.
    Você vive bem por alguns anos e passa dificuldade justamente no período mais difícil da vida.
    Se tiver o “azar” de chegar aos 80, 90 ou quem sabe aos 100 anos, aí correrá um sério risco de passar seus últimos dias na miséria.
    Ou então dependente dos filhos ou netos.
    Ninguém deseja ser um fardo para a família, não é mesmo?

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  5. DO ESTADÃO DE HOJE (*)
    PEC da Previdência é boa, mas…
    Cabe afastar do horizonte a assustadora perspectiva de um país de idosos e pobres
    *Roberto Macedo
    15 Dezembro 2016 | 03h11
    Como a Previdência Social brasileira enfrenta gravíssimo e crônico desequilíbrio orçamentário, medidas cabíveis seriam: a) mais e maiores taxas de contribuição; b) aumento do tempo de contribuição; c) outras restrições à concessão de benefícios, como o limite de idade, para reduzir o número de novos; e d) redução do valor de benefícios. E medidas fortes para serem eficazes.
    A proposta de emenda constitucional (PEC) da Previdência enfatiza os itens b) a d), e focarei nas medidas mais importantes. Mais taxas de contribuição, somente para o setor rural, com alíquotas ainda por definir. E não veio, apesar de previsto no noticiário anterior à PEC, um justificável aumento das contribuições de servidores públicos não sujeitos ao mesmo teto das aposentadorias do INSS. Seu sistema próprio é muito generoso nos benefícios e caberia pagar mais por eles. Creio não ser matéria constitucional, e parece que no momento o governo não quer engrossar ainda mais a oposição a seu projeto. Ela será imensa, pois benefícios previdenciários futuros interessam a dezenas de milhões de brasileiros e suas famílias. Os já conquistados não seriam alterados.
    A medida mais dura e de efeito positivo mais rápido sobre as contas do INSS é a que combina idade mínima com maior tempo de contribuição para obter aposentadoria de valor mensal que reponha a média dos salários de contribuição que servem de base para o cálculo do benefício. Média essa com período de cálculo ampliado para levá-la a um valor mais baixo.
    O limite de idade proposto é de 65 anos, para homens e mulheres, e atualmente não existe no INSS. A aposentadoria só por tempo de serviço, hoje aos 35 e 30 anos, respectivamente, deixaria de existir. E o tempo de contribuição mínimo seria ampliado de 15 para 25 anos. A PEC inclui regras de transição da situação antiga para a nova, para homens e mulheres com idade igual ou superior a 50 e 45 anos respectivamente.
    Entretanto, preenchidos esses requisitos de idade e tempo de contribuição, a aposentadoria alcançaria apenas 76% da referida média. Os outros 24% dependeriam de contribuição adicional, com cada ano somando 1% a esses 76%. Assim, para alcançar o valor máximo seriam necessários 25 + 24 = 49 anos de contribuição.
    Creio que esses 49 anos configuram um “bode legislativo”, na forma de algo abjeto posto no texto para dar alguma margem a negociação com os parlamentares, sempre ansiosos por realizá-la. Mas na sua essência essa regra é defensável.
    Também justificáveis são as propostas de impedir a acumulação de aposentadorias oriundas do setor público, bem como a de aposentadorias e pensões, com estas passando a valores mais restritos.
    A PEC dá, ainda, mais um passo na direção de unificar as regras de aposentadorias do INSS com as do regime dos funcionários públicos efetivos e ocupantes só de cargos em comissão ou resultantes de eleição. Mas os que hoje integram esses grupos teriam regras de transição mais favoráveis. Além disso, os custos desse regime são exacerbados por outro grave problema, ainda por corrigir: em particular na área federal, o governo paga salários acima dos observados no mercado de trabalho privado em ocupações com requisitos de qualificação equivalentes.

    A reforma exigiria sacrifícios pessoais. Mas, em face de seus desdobramentos positivos, poderia afastar do horizonte a assustadora perspectiva de nos transformarmos num país de idosos e pobres. E mais: a perdurarem as distorções que hoje contaminam a previdência pública, com efeitos negativos nas contas públicas em geral e no crescimento do produto interno bruto (PIB), seria inevitável aumentar fortemente a carga de contribuições para sustento dessa previdência.
    No INSS, segundo previsões do economista Paulo Tafner, reconhecido especialista no assunto, seus gastos passariam de 7,7% em 2016 para 14,8% do PIB em 2030, quase o dobro. Esse cálculo supõe um crescimento do PIB de apenas 2% ao ano, o que é pouco, mas vale lembrar que própria expansão desses gastos acabaria por limitá-lo. Contribuições e impostos teriam de aumentar em magnitude equivalente, estimulando, inclusive, a fuga de jovens para outros países, deixando aqui uma enorme conta para seus pais e outros que não conseguissem escapar.

    Quanto ao “mas” do título, envolve tanto os senões apontados como o de que a PEC da Previdência precisa ser aprovada, num processo que levará a uma das maiores batalhas políticas do ano novo, e determinante de quão feliz ele será. E não só ele, mas também várias décadas subsequentes.
    *Economista (UFMG, USP E Harvard), é consultor econômico e de ensino superior
    (*) editado.

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    • O gráfico acima já diz muito sobre a previdência no país hoje. Imagine daqui há vinte anos sem reformas.

      Erramos e erramos feio no passado. No governo FHC tentaram passar o limite de 65 anos. Não passou. E esse ajuste tivesse sido feito lá atrás hoje o governo não passaria por apertos, a taxa de juros poderiam se mais baixas, relação dívida / PIB seria diferente, etc, etc, etc. Bom, um dia a conta chega, sempre chega.

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  6. MUDAR PARA NÃO MORRER

    O homem moderno levou 20 séculos para aprender a voar, mas apenas 50 anos para ir à Lua ou percorrer nosso sistema planetário. Estamos preparados para encarar as novidades, dominá-las e usá-las para o bem da humanidade?

    O mundo gira e a lusitana roda. Ou, como lembrava Drummond:

    “Mundo vasto mundo
    Se eu me chamasse Raimundo
    Seria uma rima, não seria uma solução”.

    Afinal, quantas vezes a terra terá de girar para compreendemos o momento presente?

    Tudo isso porque não conseguirmos decifrar o mais novo mistério: a internet veio para explicar ou para confundir?

    Há pouco mais de 2 mil anos um caçador necessitava de 25 km quadrados para obter a caça que lhe dava alimento.

    Há um século o mesmo espaço, agriculturável, permitia alimentar 5 mil pessoas; hoje, com o agro-business, pode se alimentar 50 mil pessoas. Nos anos 60 as multidões davam volta aos quarteirões para assistir aos filmes de James Bond. Com populações 3 vezes maior, hoje isso seria impossível. Para isso veio a televisão.

    E os jornalões? Nos anos 70 o mundo era tomado pelos mastodontes da imprensa escrita. Veja algumas cifras: a edição do diário New York Times do dia 5/8/87 pesava 6,35 kg; o japonês Shukan Jutaken de 10/1/90 tinha 1.940 páginas; os comunistas Pravda e Izvestia juntos tiravam 15 milhões de exemplares diários. Individualmente, o japonês Yomiriu Shimbun era o recordista, com 14.810.000 exemplares.

    É lógico que hoje não haveria florestas, rotativas e transporte para suprir um simples crescimento vegetativo. Aí veio a internet

    É verdade que pouco mais de 10% das populações sabem o que seja, têm acesso e conseguem utilizá-la. Mas se até as aldeias indígenas de Santa Catarina já estão recebendo computadores puglados na era digital, é mais que evidente que a novidade se integrou e quanto mais rápido aderirmos mais proveito tiraremos.

    Por isso meu amigo, não me perguntes quem mudou. Como na época da evolução das espécies, quem não se adaptar perecerá.

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    • Olá Embaixador! Sempre com excelentes comentários. Sou seu admirador como investidor.
      Aproveitando. Para mim você é o Vânio Coelho que comentou uma postagem minha sobre previdência.
      Primeiro agradeço seu comentário. E concordo com ele. Mas me permita, de forma muito breve, fazer uma pequena correção e apontar alguns exemplos de exagero: 1) particularmente a professora com 43 anos de idade, ela não levaria 100% de sua média, mas tão somente 46%. Isso se deve ao fator previdenciário; 2) a proposta do governo é desvincular as pensões do salário mínimo. Com isso um segurado com 10 anos de contribuição, que tem média contributiva de R$ 2000,00, em caso de aposentadoria por invalidez receberá R$ 1.220,00 e, em caso de morte, deixará uma pensão de R$ 732,00; 3) a proposta de reforma propõe não cumular pensão com aposentadoria. Sem falar que haverá duas pessoas contribuindo e só um benefício existirá, isso pode até ser um enriquecimento ilícito, para mim o mais grave aqui é querer desconsiderar na esfera previdenciária uma coisa que é sagrada no mundo empresarial. Explico: me refiro ao chamado custo fixo de uma vida/casa. Imagine um casal ganhando R$ 2000,00 cada um de aposento, no caso de morte o sobrevivente terá que reduzir o orçamento doméstico pela metade.
      Na minha modesta opinião estão reformando uma coisa que o povo sequer entende direito e este desconhecimento dá margem a muita manobra e injustiça.
      Fiz um breve texto sobre a reforma e mandei ao Tetz. Seria uma honra se você lesse e desse sua opinião.
      Abraços e obrigado por tudo.

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      • Tusa, você é um estudioso do assunto, eu sou apenas um mastodonte que se recusa a desaparecer.
        Isso posto, vamos aos fatos:

        Viúvo e companheiro homo-afetivo não recebiam pensão antes da constituição de 1988.
        Quando houve essa liberalidade, a contribuição individual deveria ser revista pois se criava um bônus sem o respectivo ônus, derrubando a matemática atuarial. A mesma coisa com pessoas com mais de 65 anos e agricultores, além da proliferação de mão de obra convocada para atuar nas milhares de igrejas dizimistas.

        Professorinha: lembro-me da proposta feita pelo deputado constituinte em 1988, acho que era Ibsen Pinheiro. que fez um apaixonado discurso da tribuna (chegou a chorar) defendendo o direito da professorinha se aposentar com apenas 25 anos de magistério. Narrou aquela história de que normalmente o primeiro emprego era longe de casa dos pais, ela tinha que atravessar a pé longos trechos andar de “aranha” (uma calesse
        puxada por um cavalo) muito comum aqui no sul e até de canoa. Mas isso é o primeiro emprego, logo depois essa professora consegue transferência para a escola mais próxima de sua residência. Vigente a lei, até professora universitária com uma única aula semanal também estavam reivindicando o privilégio, felizmente hoje vetado.

        O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, trouxe para a discussão uma estatística até agora não contestada: as APOSENTADORIAS ESPECIAIS pularam nos últimos anos de 16% para 64% (fonte jornal DIÁRIO CATARINENSE de ontem).

        Eu mesmo me beneficiei desse privilégio (até poucos tempos jornalista se aposentava com apenas 30 anos o homem e 25 anos a mulher), outro absurdo.

        Quanto ao seu artigo que o Tetzner teve a gentileza de me enviar, apenas demonstra seu conhecimento da matéria, não tenho como contestar seus dados. Apenas quero lembrar que a PEC terá de ser submetida a 4 votações (duas em cada casa) com quórum de dois terços. Para ter êxito o governo vai ter que fazer concessões, como não permitir que uma pensão fique abaixo do salário mínimo.

        No mais é fazer o que você está fazendo: esta é a hora para cada um dar sua contribuição,
        Abraço-o fraternalmente.

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      • Em complemento: sendo funcionárias públicas as professorinhas não estão sujeitas ao fator previdenciário. Se não estou muito enganado elas se aposentam, como qualquer funcionário público, com o último salário.
        Como em Santa Catarina as aposentadorias especiais já custam 64% da folha de inativos, a crítica do governador Colombo foi quanto à retirada da PEC da situação dos bombeiros, policiais e agentes penitenciários, todos com aposentadoria precoce.

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      • DA FOLHA DE S. PAULO EDITORIAL DE HOJE (*)
        editorial
        Rota insustentável
        11/12/2016 02h00

        A necessidade da reforma da Previdência salta aos olhos quando se considera a relação entre os gastos com o sistema e o perfil demográfico brasileiro. Referências internacionais indicam que o país já gasta em excesso antes de sua população se tornar mais velha.
        Os principais motivos da discrepância são as aposentadorias precoces no INSS e as regras injustificáveis que beneficiam alguns setores, como os servidores públicos.
        O Brasil ainda é um país relativamente jovem, mas envelhecerá rapidamente nas próximas décadas. É uma decorrência inevitável da baixa taxa de natalidade atual.
        De acordo com o IBGE, a chamada “taxa de dependência” (que é a relação entre pessoas inativas, que chegaram a 65 anos ou mais, e a população em idade ativa, entre 15 e 64 anos) crescerá de 11,5% em 2015 para 25% em 2035. Em 2060, a taxa atingirá 44,4%.

        O quadro certamente foi agravado em razão do colapso da atividade econômica, que reduziu a receita da Previdência. O deficit do INSS chegará a R$ 152 bilhões em 2016, contra R$ 86 bilhões em 2015. Além disso, no ano passado, o sistema do funcionalismo (União e Estados) apresentou rombo de R$ 133,4 bilhões.
        Sem reforma, o país gastará 17% do PIB em 2030 e 22% do PIB em 2045 com Previdência, o que seria um recorde mundial.
        O sistema é insustentável. O desafio é modificá-lo de modo equilibrado. É preciso alinhá-lo à expectativa de vida e extinguir regimes especiais. A proposta do governo é boa nesses dois quesitos. Se implementada, a combinação da idade mínima de 65 anos com maior período de contribuição e regras mais rigorosas para pensões reduzirá sensivelmente as despesas.
        O cálculo da economia de recursos em relação a um cenário sem reforma depende de muitas hipóteses, mas o governo estima que possa chegar a R$ 678 bilhões em 10 anos no INSS e mais R$ 60 bilhões no setor público. O impacto se faria sentir em pouco tempo —R$ 4,6 bilhões em 2018, chegando a R$ 39,7 bilhões já em 2021.
        É improvável que se chegue a isso, pois algumas propostas serão modificados na tramitação. É fundamental, contudo, que o Congresso entenda a dimensão do problema e não ceda a tentações populistas prejudiciais a um esforço fundamental para o futuro de todos os brasileiros.
        (*) editado em respeito aos direitos autorais.

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      • Muitos estão argumentando que o caixa da previdência é superavitário e não deficitário como o governo jura de pé junto, o fato é que o governo não concorda em fazer uma auditoria nas contas do previdência, aí tem. O governo, seja lá quem estiver nele, sempre meteu a mão no dinheiro da previdência, no nosso dinheiro e querem empurrar a conta para o trabalhador da iniciativa privada e penalizando ainda mais os trabalhadores braçais que pelo texto da proposta nunca chegarão vivos à idade de se aposentar, enquanto isso políticos e altos funcionários públicos continuam com a farra sendo sustentada por nós. Abram os olhos brasileiros !!!

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      • Eu estudei o histórico das aposentadorias quando da eleição de 2014. Naquele ano a proporção de aposentados e déficit/superavit era a seguinte (somente âmbito Federal, sem considerar Forças Armadas), aproximadamente:

        – INSS: + 12 bi / 26 milhões de aposentados
        – Aposentadoria rural (incorporado ao INSS): – 34 bi / 6 milhões de aposentados
        – Servidores federais (executivo + legislativo + judiciário): -67 bi / 1 milhão de aposentados

        TOTAL DO DÉFICIT: 89 BILHÕES!

        Na conta acima, em 2014, tínhamos um déficit menor que 1 bi / milhão de aposentados no INSS (INSS + Rural) e de 67 bi / milhão de aposentados servidores. Com a economia pior esses déficits também pioram!

        A diferença de déficit entre os regimes estava na contribuição efetiva e o valor máximo a ser recebido. No INSS há um teto de contribuição de recebimento e no dos servidores não! Isso valeu até 2012, quando foi promulgada uma Lei Complementar criando os Regimes Previdenciários Complementares, que estabelecia teto do INSS tanto para contribuição e benefício para o funcionalismo público federal e a partir daí uma aposentadoria “privada” gerida por cada poder na relação de 1/1 (servidor contribui com R$1 e estado contribui com R$1). Ainda há muitas diferenças a favor dos servidores com o tempo de contribuição, pensão e licenças médicas. A única desvantagem era a idade mínima (65/60).

        Em 2014 ou 2015 (não me lembro), criou-se a regra 85/95 para o INSS que permite equalizar o tempo de contribuição / expectativa de vida. A partir de 2015, caso tivéssemos todos no mesmo regime, do INSS, com a regra 85/95 teríamos superávit em 2014, um quase 0 a 0 em 2015 e déficit em 2016 de proporção similar ao superavit de 2014 (não estou considerando a aposentadoria complementar federal criada em 2012). Esse sistema acompanharia a economia, gerando caixa para os tempos difíceis. Funcionaria bem. A partir dessa premissa esse regime poderia ser alterado apenas na fórmula 85/95 para uma 90/100, por exemplo, com o aumento da expectativa de vida.

        Depois da longa explanação vem minha conclusão: só estamos nessa merda de situação porque decidiu-se, muito tempo atrás, que o servidor público federal vale mais, gera mais pelo país que do INSS e, portanto, precisa ser melhor remunerado na aposentadoria. Eu acho isso um ABSURDO! Especialmente num país onde praticamente não há critérios claros de valorização ou consequências para o servidor público.

        Dessa maneira tenho certeza absoluta que os regimes devem ser totalmente unificados, incluindo estados e municípios (que têm situação muitas vezes pior que no âmbito federal!), mas acho que a reforma proposta hoje é muito dura ao estabelecer valor de benefício de 75% do que teria direito após 25 anos de contribuição e 65 anos de idade, especialmente praqueles que necessitam trabalhar muito cedo pra ajudar em casa e não têm nenhum apoio / chance de melhorar de vida; forçaria muita gente a trabalhar até morrer…vide dados das expectativas de vida de cada estado/região no Brasil.

        Desculpem o longo texto e abraços a todos.

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      • Sobre esse assunto previdência, olha esse post que recebi.

        Suponha que você invista R$ 100 mensais durante 30 anos em Tesouro Direto com retorno baseado no IPCA

        Ao final do prazo, você terá acumulado R$ 371.8 mil

        Se você conseguir um retorno conservador de 0,8% disso ao mês, terá uma renda de R$ 3 mil mensais.

        O suficiente para lhe colocar entre os 10% mais ricos do país.

        Agora pense que se você recebe R$ 880 mensais, você esta pagando 8% de imposto para o INSS, além de outros 20% que seu empregador esta pagando.

        Na prática você paga R$246,4 mensais, ou 146,4% a mais do que necessitaria para se aposentar com 4 salários mínimos, em troca de uma garantia de que receberá 1 salário mínimo no futuro.

        146,4% + pra receber 75% menos.

        Entendeu como estão lhe roubando?

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      • Bruno, interessante estudo comparando investir em TD e INSS.

        Mas são produtos diferentes, é como comparar bananas com maçãs.

        A Previdência Pública não é apenas aposentadoria. Existe a pensão que, de acordo com o perfil familiar, pode durar uns 60 anos (o homem recebe durante uns 20 anos e a jovem esposa herda a pensão por mais uns 40 anos). Isso não existe no TD.

        Acidentou-se, o TD não paga auxílio doença nem aposentadoria precoce por acidente; não paga pensão à família se o contribuinte for preso; não paga internação nem consultas nem tratamento médico assegurado aos protegidos pela previdência publica.

        Há inúmeras outras vantagens, INSS é também um grande seguro de vida.

        No exemplo que você levantou minha sugestão seria: não deixe de contribuir para a Previdência Pública, ao mesmo tempo fazer um aporte regular no TD, principalmente uma letra que não tenha juros semestrais, uma nota ou letra que vença quando você pretender se aposentar.

        Não acredite nessas pessoas que alegam que a Previdência é superavitária; olhe os fundos de pensão privados: todos eles apresentam déficit técnico!

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      • 0,8% ao mês não é nem um pouco conservador, ainda mais se considerarmos o imposto de renda. 0,3% am já é mais conservador, mas aí a conta é outra.
        Estes juros atuais são um ponto fora da curva, não contem com eles no longo prazo.

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    • Eis um cenário prático e real:

      João recebe R$ 1.000 por mês. Esse é o seu salário bruto.

      Desse valor, João paga 8% para o INSS. Isso dá R$ 80.

      Seu patrão paga 20% desse valor também para o INSS. Isso dá R$ 200.

      Por mês, portanto, João e seu patrão pagam R$ 280 ao INSS.

      Esse é o valor que o governo confisca de João com o intuito de “cuidar” dele no futuro: o equivalente a 28% do salário bruto de João. Para o governo, João é tolo demais para administrar o próprio dinheiro. Tal tarefa será feita com muito mais carinho e dedicação por burocratas estatais.

      Em troca de quê?

      De acordo com as novas regras da Previdência que o governo pretende implantar, João terá de trabalhar por 49 anos para conseguir se aposentar com seu salário integral. Ou seja, João e seu patrão terão de pagar, mensalmente, R$ 280 ao INSS durante 49 anos para que, no ano de 2066, João se aposente e receba uma aposentaria mensal de… R$ 1.000.

      (Para facilitar o exemplo, estou considerando inflação zero pelos próximos 49 anos. Isso significa que, em 2066, R$ 1.000 terão o mesmo poder de compra que têm hoje. Essa forma de raciocinar tem a vantagem de pensarmos tudo em valores de hoje para qualquer época futura, o que mantém o raciocínio mais claro.)

      Portanto, ficamos assim: durante 49 anos, João terá dado R$ 178.360[1] para o governo em termos de INSS. (Estou incluindo o 13º salário)

      Em troca disso, a partir do ano 2066, ele ganhará R$ 1.000 por mês (em valores de hoje). Isso significa que, a partir de 2066, ele terá de viver pelo menos mais 179 meses (15 anos) para ao menos conseguir recuperar todo o valor que deu para o governo.

      Como seria se João tivesse liberdade

      Agora vejamos qual seria a situação de João daqui a 49 anos caso ele tivesse liberdade para fazer o que quisesse com esse dinheiro.

      Sem qualquer pirotecnia, imagine que João aplicasse esses mesmos R$ 280 mensais destinados ao INSS em títulos públicos por meio do Tesouro Direto. (Absolutamente qualquer pessoa, de qualquer renda, sem ter de pagar nenhuma taxa, pode aplicar no Tesouro Direto.)

      Mais especificamente, imagine que João aplicasse mensalmente no título Tesouro IPCA+ (também chamado de NTN-B Principal), que paga uma taxa média de 6% de juros reais anuais. Ou seja, esse título paga um valor 6% acima da inflação total de cada ano.

      Quanto João teria daqui a 49 anos? Ele teria toda a inflação acumulada no período de 49 anos e mais um ganho extra de 6% ao ano durante 49 anos. Quanto dá R$ 280 rendendo 6% ao ano de juro real (ou seja, acima da inflação) durante 49 anos?

      Nada menos que R$ 1,038 milhão em valores de hoje.[2]

      Ou seja, daqui a 49 anos, João teria à sua disposição uma quantia cujo poder de compra equivale a R$ 1,038 milhão de hoje. Nada mau.

      Mas agora vem o principal: esse R$ 1,038 milhão (em valores de hoje) que João terá daqui a 49 anos, caso continuem aplicados a 6% de juros reais ao ano (0,49% ao mês), renderão a ele nada menos que R$ 5.086 por mês (em valores de hoje).

      Agora compare e se espante:

      No primeiro cenário, tudo o que restou a João é receber R$ 1.000 por mês (em valores de hoje). E só. Ele não tem mais nada. Todo o dinheiro que ele deu para o INSS (R$ 178.360) se perdeu. Ele não tem acesso a ele. Tudo o que lhe restou, repetindo, é receber R$ 1.000 por mês.

      Já no segundo cenário, João não apenas terá R$ 1,038 milhão em sua posse, como ainda estará ganhando mais R$ 5.086 por mês só com os juros incidentes sobre esse R$ 1,038 milhão!

      (Sim, haverá imposto de renda de 15% sobre esse valor; ainda assim, a diferença de realidade é absurda).

      Eis, portanto, as alternativas de João: patrimônio nenhum acumulado e apenas R$ 1 mil por mês para sobreviver, ou patrimônio de R$ 1,038 milhão acumulado mais uma renda mensal de R$ 5.086 por mês.

      Isso, e apenas isso, já deveria bastar para acabar com qualquer debate sobre a Previdência. Qual a moralidade desse arranjo?

      Desnecessário enfatizar que, no segundo cenário, quanto mais João conseguir poupar a cada mês trabalhado, maior será o seu montante final acumulado. Apenas para se ter uma ideia, se ele conseguir poupar R$ 10 adicionais por mês — ou seja, R$ 290 em vez de R$ 280 —, seu montante final será de R$ 1,077 milhão, ou seja, R$ 39 mil a mais. Isso dará a João uma renda mensal de R$ 5.277 (R$ 191 a mais por mês). Tudo isso com apenas R$ 10 a mais por mês.

      Essa é a mágica dos juros compostos.

      É igualmente desnecessário enfatizar que há outras modalidades de investimento que rendem muito mais que os títulos do Tesouro, como CDBs, LCIs e LCAs de bancos pequenos. As pessoas podem perfeitamente ir alocando seus investimentos em vários desses instrumentos financeiros de vários bancos diferentes, sempre respeitando o limite de R$ 250 mil por instituição financeira coberto pelo FGC.

      Em suma, se você pudesse escolher desde o início, qual desses dois modelos você adotaria: INSS ou liberdade?

      Materia completa no MISES

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      • Não existe mágica, previdência social engloba mais do que previdência, mas ela no pode oferecer em serviços/benefícios mais do que vc contribui, salvo se existir alguém em algum lugar pagando a diferença.

        O problema da nossa “Previdência Social” é que não existe relação entre o que se contribui e o que se recebe, tornou-se um instrumento mais social que previdenciário.

        O déficit é causado justamente porque são concedidos muitos benefícios a aqueles que não contribuíram ou contribuíram muito pouco. (Loas, trabalhador rural, aposentadoria com base no últimos anos de contribuição, etc)

        Veja a proposta do governo: contribuir 49 anos para receber o teto, com uma expectativa de vida de 75 anos.

        Se o cidadão começa a trabalhar com 20 anos se aposentará aos 69 anos e usufruirá o benefício por 6 anos.

        Se ao invés de recolher a contribuição vc fizer a gestão do seu capital e se enquadrar na expectativa de vida, ou seja, em 6 anos gastar tudo que acumulou em 49 anos, tenho certeza que terá um benefício maior que o governo oferece e quando morrer o que sobrar INTEGRA o patrimônio da família. Ainda sobra para
        pagar seguro de vida, desemprego, etc .

        Se eu tivesse opção solicitaria o estorno de tudo que paguei e abriria mão de qualquer benefício pago pelo governo sem medo.

        INSS é um ótimo negócio para os que usufruem e não contribuem.

        O melhor de tudo são as distorções absurdas como políticos com duas aposentadorias que somam um montante de R$50.000,00 mês ou benefícios pagas a filhas “solteiras”de 80 anos estão protegidos pelo direito adquirido, que traduzindo:

        VC trabalhará mais tempo, recolherá mais dinheiro, receberá menos para equilibrar o sistema e GARANTIR o direitos adquiridos, ainda que grotescamente absurdos.

        Agora,

        * Impostos = aumento do repasse do vc ganha para o governo

        * Elevação do tempo de contribuição para aposentadoria = aumento do repasse do vc ganha para o governo

        Bem, se Previdência se tornou um instituto mais social que previdenciário, seria muito mais justo um imposto como CPMF, seria dividido por TODOS (Trabalhadores, Empresas Nacionais/Internacionais, Sonegadores, etc), ou seja, até aquele que não contribui para a previdência e obtém benefícios estaria contribuindo para equilibrar o sistema.

        AUMENTANDO O TEMPO de contribuição quem vai pagar A CONTA será exclusivamente o TRABALHADOR com registro FORMAL.

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      • Mas a história não é tão simples assim; o embaixador já se referiu a isso acima: se João sofrer um acidente aos 35 anos e ficar incapacitado temporariamente, vai receber auxílio doença (no seu caso teria que SACAR do TD). Se ficasse permanente inválido, teria q gastar todo o dinheiro acumulado e depois precisaria da ajuda de terceiros pra sobreviver. Se fosse casado, é provável que a esposa precisasse sair do emprego para cuidar do João dependente fisicamente ou mentalmente (vamos supor um acidente de moto/carro com traumatismo encefálico). Conheço inúmeras histórias assim.

        Joana ficando grávida, quem paga a licença de 4 meses não é o patrão, é o INSS. Se João for preso, o INSS paga uma pensão para os filhos. Se ele morrer, os filhos menores tbm recebem pensão.

        Ou seja, aposentadoria é só UMA das atribuições da previdência. Pensar só nela é achar q está imune aos azares da vida.

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  7. Idade mínima para se aposentar será 65 anos
    A proposta de reforma da Previdência Social, que será encaminhada hoje ao Congresso, prevê a fixação de idade mínima de 65 anos para aposentadoria, com um período de transição para os trabalhadores que já completaram 50 anos. Esses pontos foram antecipados a líderes da base aliada

    Conejão meu amigo, com os FIIs um investidor disciplinado, conseguiria se aposentar com quantos anos?

    🙂

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    • Vou me intrometer no assunto de vocês. Um sujeito disciplinado, instruído no campo das finanças, que começou a poupar cedo, consegue se aposentar aos 50 anos. Mas há fatores como quantidade de filhos, padrão de vida, etc. que devem ser levados em consideração.

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      • Coloquei como meta 2035. Nesta data cabalística acontecerá uma série de coisas.

        – Aposentar-me-ei (mesóclise está na moda) oficialmente pelas regras do governo (por mais duras que elas venham a ser)
        – Tenho aplicações que vencem nessa data
        – Término do período de contribuição para a previdência privada e início do gozo dos rendimentos
        – Aposentadoria oficial da patroa
        – E a criançada que vá buscar o seu lugar ao Sol muito antes disso

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    • Se começar cedo mesmo que seu aporte seja baixo de inicio consegue com 35 anos de trabalho a uma taxa de poupança de 10% a.m sobre rendimentos líquido, isso daria uma boa quantia suficiente para uma padrão simples de vida aos 55 anos de idade.

      O ideal seria apertar o calo jogando uma taxa de poupança em torno de 20%, se tu poupar algo entre 20% e 30% se aposenta com um padrão de vida muito bom aos 50 anos de idade.

      Acima de 40% tu consegue isso ao 45 anos de boa.

      Existe diversos cálculos estimando curva da renda ativa vs passiva ao longo dos anos.

      Estou no time que auferi uma taxa poupança agressiva, pois comecei aportar em torno dos 25 anos; tendo conhecimento que tenho hoje deveria ter começado aportar aos 16 anos, atualmente estaria com pelo menos duas vezes minha renda ativa em proventos livres de IR.

      Minha estimativa é que aos 40 anos obtenha um bom padrão de vida com boa margem segurança para imprevistos nos FII, ações e renda fixa , no próximo 2 anos conseguirei empatar renda ativa com renda passiva.

      Na fase atual estou puxando dinheiro de todo os lados possíveis visando aumentar aportes, quando conseguir uma boa quantia aplicada em terra tupiniquins o ideal seria começar mandar dinheiro para fora visando diversificar em moeda forte para manter paridade do poder de compra.

      Reits estão no meu radar para os próximos anos quando começarei internacionalizar parte de meu portfólio .

      A esquerdalha pode chorar espernear dizer que vai imprimir dinheiro e fazer aqueles planos loucos de Robin Hood roubar dos ricos para dar ao pobres via imposto, mas só existe uma solução para previdência ou aumentar tempo de contribuição ou quebra” Simples assim”.

      Curtido por 7 pessoas

      • Comungo da mesma ideia. Tenho 45 anos, funcionário público do TRT e pretendo parar tudo com 55 anos. Até lá, muitos estudos, aportes e diminuição de consumo, mas sem esquecer de viver bem é claro. Gosto muito de FII’s, até pq minha formação de engº civil me ajuda bastante na interpretação das análises de cada FII. Eu já pensava e agora mais ainda, com essa nova reforma da previdência, que cada um deveria buscar sua aposentadoria. O triste é que não temos educação financeira nas escolas e somos incentivados dia-a-dia ao consumo sem consciência. Gostaria de voltar ao tempo com a cabeça que tenho hj. MAs, don’t complain, do something. Não esqueçam de praticar esporte galera. Saúde e paz a todos.

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    • Faz tempo que eu não contribuo mais pelo teto. Há dez anos percebi que o sistema de previdência do país estava quebrado. Faz cinco anos que só contribuo com o mínimo. No final, não sei se receberei alguma coisa lá na frente (quanto mais as reformas demorarem, maior é essa chance). De qualquer forma estou garantindo o meu futuro através de investimentos paralelos.

      Olha só esse trecho da matéria do UOL

      Trabalhador terá de contribuir 49 anos para receber 100% da aposentadoria24

      Para receber 100% do valor da aposentadoria, o trabalhador brasileiro terá, na prática, que contribuir para o INSS por 49 anos, segundo a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo.

      A proposta do governo estabelece o mínimo de 65 anos de idade e 25 anos de contribuição para poder se aposentar. Porém, esses 25 anos de contribuição dariam direito a só 76% do valor da aposentadoria.

      Esse percentual subiria gradativamente: a cada ano a mais de contribuição, o trabalhador teria direito a um ponto percentual a mais. Como a diferença de 76% para 100% é de 24 pontos percentuais, são necessários 24 anos de contribuição. Somando os 25 obrigatórios aos 24 adicionais, são 49 anos de contribuição.

      Curtido por 2 pessoas

      • Vejam que interessante essa proposta de aplicação para diferentes faixas etárias. Independentemente da idade, FII não passa de 20%. E a porcentagem para FII cresce com a idade!

        Fonte: UOL

        Dos 30 aos 40 anos
        50% em Tesouro IPCA+ com prazo de 10 anos
        De 5% a 10% em ações (dependendo do perfil de risco – moderado a arrojado)
        De 5% a 10% em fundos imobiliários (indicado para quem tem interesse em aplicar em imóveis mas quer diminuir o risco do investimento na compra de um único imóvel)
        Restante em papéis de renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento

        Dos 40 aos 50 anos
        25% em Tesouro IPCA+ com prazo de 10 anos
        5% em ações (se já estiver acostumado a investir nessa modalidade)
        10% a 15% em fundo imobiliário
        Restante em papéis de renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento

        Dos 50 em diante
        80% em ativos de grande liquidez na renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento
        10% a 20% em Tesouro IPCA+ com prazos abaixo de 10 anos
        10% a 20% em fundos imobiliários

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      • Suntzu, previdência pública é uma “pirâmide financeira”, vai quebrar. O Brasil está ficando velho antes de ficar rico. A taxa de natalidade caindo, em pouco tempo o % de idosos vai explodir no país.

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    • Essa é a defesa de tese para nossos colegas se doutorarem em ECONOMIA FINANCEIRA.
      Nosso colega vai ver quanto pode depositar mensalmente durante quanto tempo, aí ele vai ver a renda no final do período que, se reaplicando a renda mensal, se beneficiando do mecanismo de juros compostos, diminuirá o tempo para atingir a meta.
      Mas quem quer formar patrimônio deveria também pensar grande como construir um imóvel e passar adiante com lucro.
      Aplicações seguras produzem conforto e tranquilidade mas não multiplicam a aplicação, há que correr algum risco especialmente se a) for casado com apenas um filho; b) casado sem filhos; c) solteiro ….

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      • Quando vou me aposentar? Quando começar a atrapalhar a sociedade.. Enquanto me deixarem trabalhar, vou ficando.. Aposentar faz mal pra saúde. De verdade. Mas ano que vem vou me aposentar de 1 período de trabalho. Sexta de tarde será só minha. Por hora, está bom.

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    • Pretendo que aos 50 (hoje tenho 44) os FII’s cubram minhas principais contas (luz, gas, condominio, supermercado, net) e depois reduzir a carga de trabalho (dizer não as horas extras gratis, parar de engolir sapo), ter condições de escolher projetos, parar de vez não dá só quando não conseguir mais trabalho e o corpo não aguentar.
      Trabalho com T.I.

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    • Vou resumir:
      hoje com 57 anos
      Aos 65 pretendo viver da administração da carteira como principal fonte de renda e como atividade profissional.
      Tenho um perfil de investidor ativo mas conservador (é possível?? rsrs).
      Partes distribuídas em FII, RF, Debentures, ações, FIP, TD….etc.
      e que venha o final dos tempos!!!
      abraços

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      • Tenho 52 anos e estou me organizando para trabalhar menos pois meus rendimentos em FIIs cobrem 90℅ de minhas despesas, mas estou apenas pouco mais de 30℅ em FIIs. Pago INSS pelo teto há mais de 30 anos e isso me daria uma renda próxima de R$ 5 mil nas regras atuais e pouco mais de R$ 4 mil nas novas regras. Não acho nada ruim. Não me arrependo. Tenho uma modesta previdência privada.
        Como adv especialista em direito previdenciário acho que o governo golpista está exagerando na dose.

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      • Para Tusa, você está no bom caminho.
        Mas com relação à reforma previdenciária, com o seu conhecimento você sabe que as benesses demagogicas foram destruindo a instituição.
        É tremenda insensatez permitir que uma professorinha primária, começando a lecionar aos 18 anos, se aposente com 43 anos, recebendo pelos 50 anos seguintes 100% quando ela contribuiu por 25 anos com apenas 12%.
        O mesmo para policiais femininas.
        O mesmo com os jogadores de futebol campeòes de mundo, mesmo sem terem contribuido.
        Ou o Funrural sem contrapartida.
        Ou os “religiosos” sem contraprestação patronal!

        Curtido por 1 pessoa

  8. Fala galera

    Acompanho a muito a comunidade e sempre passo por aqui antes de decidir o que fazer.
    Tenho 34 anos e FIIs em minha carteira representa 25% do total.
    Meu objetivo com FIIs eh obter renda passiva e na fase de acumulação em que estou agora, os rendimentos mensais são reaplicados em tesouro direto de longo prazo (IPCA 24 e 35).
    Quando chegar onde quero eu pretendo usar a renda dos FIIs pra complementar a renda total obtida com todo o portfólio.
    Abaixo minha carteira:
    AGCX11 – 10%
    PQDP11 – 15%
    HGBS11 – 10%
    HGRE11 – 15%
    HGLG11 – 5%
    JSRE11 – 15%
    FFCI11 – 10%
    MFII11 – 15%

    Ainda sobra 5% para colocar na carteira e estou estudando o NSLU11b

    O que acham galera?

    Grande abraço!! Obrigado

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  9. BLACK FRIDAY no Cantinho do Conejo:

    Ganhe de graça um presente da loja do Alemão, caso seu palpite seja firme:
    QUAL O ALUGUEL REAL A SER PAGO PELO NSLU E ANUNCIADO MA QUARTA FEIRA?

    Um bem-te-vi, daqueles que chegam na minha janela para se alimentar de comida de sabiá, cantou para mim a seguinte pedra:

    “Oi amigo. Avisa a patroa que NSLU deve vir 1,4877 no próximo mesmo. Abraços..”

    Será? Ou você tem opinião diferente?
    Se for o caso tasque seu palpite aqui que o Patrão dá um presente ;;;;

    Curtido por 2 pessoas

  10. NAVEGAR É PRECISO
    VIVER NÃO É PRECISO

    “ Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
    o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
    para a evolução da humanidade”. Fernando Pessoa

    Debate sobre FII que tive há 6 anos atrás, o trecho que me chamou a atenção foi esse:

    “Considerando o preço de fechamento de setembro, a maior rentabilidade é encontrada no FII West Plaza Shopping (WPLZ11B), no valor de 0,83% ao mês.

    Meu questionamento:
    “Sou aplicador em fundos (XXXX em 9 deles). Você alerta que o West Plaza é o que mais rende em função do preço Bovespa. Sendo especialista, acho que você sabe (mas não alerta):
    1.- Esse fundo paga um rendimento fixo oferecido pelo lançador e não pelos rendimentos do aluguel;
    2.- Esse rendimento NÃO TEM CORREÇÃO MONETÁRIA, é, portanto, FIXO durante TRES ANOS.
    3.- Terminado esse prazo o rendimento será de alugueis, e poderá cair até 50%.
    4.- É por isso que, lançado há 3 anos até hoje seu preço de mercado é o mesmo de face e de lançamento.

    Resposta do HC:
    “Olá Vanio! A rentabilidade esperada é apenas uma medida: Distribuições Atuais / Valor da Cota do Fundo.
    Entretanto, é preciso avaliar n outros fatores na hora de escolher um fundo imobiliário para compor nossa carteira. Até mesmo porque maior retorno geralmente está ligado a maior risco.
    Suas considerações sobre o West Plaza (WPLZ11B) estão corretíssimas. Até o momento suas receitas não tem sido suficientes para garantir este rendimento de 0,8333 após o final da garantia.
    Só o tempo poderá nos mostrar se o fundo conseguirá reverter esta situação ou não. Enquanto isso, o mercado prefere a cautela, precificando o ativo em torno de R$ 100,00 (que é exatamente o preço de lançamento).
    E meus parabéns pela ampla diversificação no setor. Muito importante para o sucesso no longo prazo.
    Grande Abraço!

    Então estiquei a conversa já que não é todo dia que se pode conversar com pessoas inteligentes:

    “Sou advogado aposentado, moro em Floripa e, quando surgiram esses fundos eu não tinha a quem consultar. Felizmente dei muita sorte pois comprei Almirante e Banco do Brasil Progressivo a mil reais e passei adiante quando chegaram a dois mil.
    Infelizmente essa falta de informações persiste. Já até apresentei reclamatória contra um cidadão que, no Prospecto aparece como apto a apresentar informações complementares em nome do banco lançador e o cidadão não respondeu ao meu e-mail. CVM nele!
    Ia comprar 200 mil reais do Presidente Vargas até que um amigo alertou sobre matéria em jornal chamando a atenção da fragilidade de tal fundo, dependente 60% de aluguel com a ANAC, em contrato de locação considerado como “excessivo”. Reduzi a aplicação para a metade e as cotas hoje estão em torno de 4% abaixo do valor de mercado, o que vai contra a maré desses fundos que, normalmente, valorizam-se 5 ou 10% sobre o valor de lançamento.
    Outra preocupação minha – e de minha família – é a concentração que fiz – em razão de novos lançamentos a preço especial para cotista, do Hospital Nossa Senhora de Lourdes (60%). Penso em desconcentrar mas tal fundo, embora focado num único imóvel (um hospital) é meu xodó: meu custo médio é de 154 reais contra 200 de valor de mercado; além disso, religiosamente, os dividendos estão na minha conta corrente no 6% dia útil (os demais são no 15º ou no 25º), rendendo-me 1005% ao mes sobre o valor aplicado. Corro algum risco?
    Faço essa longa explanação para desabafar, pois nem todos os fundos são transparentes: compram, vendem, de quem? para quem?

    Um dado que talvez você já tenha notado: no início os fundos ofereciam rentabilidade de 1,43% (Almirante Barrosos), 1,3% (BB Progressivo), 1% (Cedae), hoje eles não oferecem mais do que 8% ano (cerca de 0,7% ao mês). Sabe o que significa? Que estão comprando imóveis muito caros, ou incorporando-os por valor acima do mercado.”.
    A opinião de HC:
    À medida que as taxas de juros caíram no Brasil, a rentabilidade dos FII também cederam. De certa forma, a correlação é alta entre juros e taxas dos FII.
    E um meio de poder dormir tranquilo é diversificar. Dilui bastante o risco de problemas em algum fundo.

    −VANIO COELHO

    Henrique, permito-me discordar. A rentabilidade dos FII NÃO SÃO MANIPULÁVEIS. O valor do aluguel é FIXO e, se você adquire uma cota que rende 1,58%, vai receber, sempre, 1,58% mais a inflação do IGPM.
    O que ocorre é o seguinte: na medida em que os juros caem, uma rentabilidade de 1,58% ao mês provoca uma grande atratividade e o resultado é que o valor da cota, no caso o FIAMB11B, passa de 1.000 para 1,3; 1,5; 2.000 e agora quase 3 mil. E a consequência, para quem entra agora, é que a rentabilidade, para o novo cotista, vai caindo: 1,3; 1%, 0.68%.

    Assim, A RENTABILIDADE DOS FII NUNCA CAEM. O que cai é a relação com o custo da cota no mercado. É lógico que a taxa SELIC subir para 20% as pessoas irão vendendo suas cotas para outras aplicações e, vendendo se provoca queda, caindo o rendimento cresce PARA QUEM ESTÁ ENTRANDO.
    O que quero dizer é o seguinte: se você aplica num CDB as taxas oferecidas pelo banco podem ser decrescentes, mas num fundo imobiliário A RENTABILIDADE NÃO CAI NUNCA! Só aumenta, corrigida pela inflação.

    HC:
    “Acredito que não discordamos em nenhuma parte. Talvez haja apenas um mal entendimento, já que concordo plenamente com sua observação.
    Quando me referi a rentabilidade, estava mencionando a rentabilidade esperada para quem está entrando no mercado agora. Ou seja, distribuições mensais / valor cota atual.
    Logo, esta relação está ficando cada vez menor, devido ao aumento do valor da cota dos fundos.
    Grande Abraço!”

    VALEU HC, boa semana seis anos depois…

    Curtido por 3 pessoas

    • Vou destacar um trecho: inflação do IGPM…

      Sem entrar no mérito sobre metodologia ou teorias da conspiração sobre manipulação do IPCA… Quem já procurou ver a diferença entre os índices nos últimos anos sabe que o uso do IGPM é uma tremenda vantagem.

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      • Ecryllo: fiz duas simulações pela internet (tabelas de correção monetária corretas? Não sei):

        INPC de -1.01.2007 01/01/2016 = 74,47%
        IGP-M mesmo periodo = 77,39%
        Assim, a longo prazo os indices se aproximam….

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      • Conejo,

        É por aí mesmo, mas veja o que acontece quando se muda o período:
        Fonte: Calculadora do cidadão – Banco Central do Brasil
        Período: 01/1996 – 10/2016
        IGPM – 431%
        IPCA – 282%

        Há explicações sobre o IGPM mais baixo devido ao boom das commodities nos últimos anos… se vai continuar ou não, cada um que faça o seu cenário, mas prefiro os contratos corrigidos pelo IGPM…

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  11. Conejo.
    Deduzi de suas mensagens que você é aposentado pela mesma empresa que eu. Sou da empresa filha (distribuidora) e pelo que entendi, você aposentou-se pela empresa mãe. Deduzi que você aposentou-se também pela mesmo plano de previdência fechada que eu possuo e que as nossas empresas mãe e filha participam. Pois bem, peço desculpas por incomodá-lo em meu assunto particular, mas caso seja possível gostaria de ouvir o seu conselho sobre a minha situação:
    Como é de conhecimento público, a empresa “filha” que eu trabalho será privatizada e está oferecendo um PIDV que pretendo aderir. Atualmente faltam 3,5 anos para eu completar os 35 anos de contribuição e aposentar-me pelo INSS. Pois bem, a dúvida que estou é a seguinte:
    a) Devo continuar contribuindo para o previdência fechada (minha parte e da empresa) e aposentar-me pelo INSS e pela previdência fechada normalmente daqui a 3,5 anos;
    b) Não pagar mais a previdência fechada e tornar-me “remido” fazendo juz à aposentadoria proporcional quando aposentar-me pelo INSS daqui a 3,5 anos e usar o valor que pagaria à previdência fechada para aplicar em fundo imobiliário.

    Informo que já possuo um montante investido em FII que é suficiente para as minhas despesas mensais.

    Antecipadamente, agradeço.

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    • Amigo também trabalhei na BR (1988/9).
      Continue pagando a PETROS.
      Confira se é o seu caso: no meu caso, com o falecimento minha família recupera um pecúlio equivalente a 15 salarios de aposentadoria.
      Apesar dos problemas de deficit operacional, causado por péssimas aplicações financeiras (no meu tempo foram compra de ações de um jornal e de um estaleiro, ambos falidos, mas de propriedade do notório Nelson Tanure, obrigados que foram pela Zelia Cardozo de Mello) e depois foram os títulos micados do governo de Santa Catarina (o famoso escandalo dos precatorios…) a Petrobrás vai se reerguer. Privatizada a BR talvez a contribuição de 1 por 1 venha a ser revista mas a Petros ainda é uma potencia.
      Saudaçoes petroleiras….

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      • Obrigado pela sua opinião. Acredite foi de grande valia para mim. O pecúlio de 15 salários também vale para mim. E realmente é um excelente seguro para nossos familiares em nossa ausência.
        Vou continuar na Petros. Espero conseguir pagar o plano até eu me aposentar pelo INSS.
        Saúde e paz para o amigo.

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